Efeito metabolômico das canetas emagrecedoras

Você já ouviu falar dos análogos de GLP-1, como a liraglutida, as canetinhas de enorme sucesso no controle do peso e da glicemia. No entanto, a ciência revela que sua atuação vai muito além da balança, promovendo uma verdadeira reorganização metabólica no organismo. Um estudo utilizou a metabolômica para mapear como essa medicação altera o perfil de metabólitos em pacientes com diabetes tipo 2 (DM2).

Os resultados mostram que o impacto é profundo: foram identificados 93 metabólitos significativamente alterados, evidenciando mudanças em vias fundamentais para a saúde.

🔹 Detoxificação Celular: A liraglutida ativa a via do glucuronato, que desempenha um papel crucial na eliminação de substâncias tóxicas e indesejadas do corpo.

🔹 Defesa Antioxidante: O tratamento eleva os níveis de metabólitos que combatem o estresse oxidativo, um dos principais mecanismos por trás das complicações cardiovasculares e da progressão do diabetes.

🔹 Fortalecimento Imunológico: Alterações no metabolismo de aminoácidos (como alanina, aspartato e glutamato) sugerem que a medicação pode melhorar a função das células de defesa, fortalecendo a imunidade do paciente.

Por que isso é importante? Essas descobertas ajudam a explicar por que os agonistas de GLP-1 oferecem tantos benefícios cardiometabólicos na prática clínica. A melhora não vem apenas da redução de peso, mas de uma melhora sistêmica que envolve:

* Metabolismo energético

* Redução da inflamação

* Combate ao estresse oxidativo

A ciência mostra que tratar o diabetes com análogos de GLP-1 pode promover uma reforma interna para um metabolismo mais eficiente e protegido. 🧬

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🍎 Como é o atendimento nutricional de quem usa agonistas de GLP-1 (canetas emagrecedoras)?

Muitos acreditam que, com o uso de medicações como Ozempic ou Mounjaro, o papel do nutricionista se torna secundário. A verdade é exatamente o oposto: o nutricionista é o protagonista que garante que o emagrecimento seja saudável, evitando a desnutrição e o temido efeito sanfona.

1️⃣ Avaliação: o atendimento começa com uma anamnese detalhada para entender o histórico do paciente e os efeitos da medicação. Exames são fundamentais para identificar deficiências de Ferro, B12 e Vitamina D, comuns nesses pacientes.

2️⃣ Manejo de Efeitos Colaterais: náuseas, vômitos e prisão de ventre são as maiores causas de desistência do tratamento. O foco aqui é o fracionamento das refeições e o ajuste da densidade nutricional, priorizando alimentos que o paciente tolere melhor.

3️⃣ Preservação de Massa Magra: há risco de perda de até 40% de massa muscular! Por isso, o atendimento foca em uma meta proteica ajustada (entre 1.2g a 2.0g/kg) e na conscientização obrigatória sobre o treinamento resistido (musculação).

4️⃣ Suplementação Estratégica: quando o paciente não consegue comer o suficiente devido à alta saciedade, entram em cena os suplementos. Whey protein, creatina e aminoácidos essenciais são suplementos de escolha para manter o aporte nutricional sem sobrecarregar o sistema digestivo.

5️⃣ Desmame e Manutenção: o acompanhamento não para quando a dose diminui. É nesta fase que ocorre a reeducação alimentar intensiva para controlar a fome que retorna e garantir que os resultados sejam sustentáveis a longo prazo. 💡 Importante: não é uma consulta única, é acompanhamento para melhores resultados.

Além disso, podemos fazer análises genéticas e metabolômicas para uma conduta ainda mais personalizada.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/