Estudo avaliou um protocolo de neuromodulação não invasiva chamado REAC BWO Neurodevelopment–Autism, que utiliza campos eletromagnéticos de baixa intensidade para modular a atividade bioelétrica cerebral em crianças com transtorno do espectro autista (TEA).
REAC (Radio Electric Asymmetric Conveyer) é uma tecnologia de neuro e bioestimulação não invasiva que utiliza ondas de rádio de baixa intensidade para reequilibrar o sistema nervoso e celular. Focada na Otimização Neuro Postural (NPO) e Psico-Física (NPPO), corrige assimetrias, reduz stress/ansiedade e trata dor crónica e distúrbios cognitivos.
Estudos anteriores mostraram:
34% ↑ Modulação Ca²⁺
Aumento na entrada de cálcio em neurônios é essencial para sinalização celular e neuroplasticidade.
41% regulação da bomba sódio potassio, fundamental para potencial de membrana e função neuronal
28% aumento de BDNF, fertilizante do cerebro, importante para neuroplasticidade
A hipótese é que alterações nas oscilações neurais e na conectividade cerebral contribuem para sintomas de comunicação, comportamento e integração sensorial no autismo. A intervenção busca melhorar a coerência dessas redes neurais.
Tipo de estudo
Estudo retrospectivo
Antes e depois (sem grupo controle)
Amostra:
39 crianças com TEA
Idade média: ~7,8 anos
31 meninos e 8 meninas
Intervenção:
1 sessão inicial de otimização postural neural
18 sessões de neuromodulação
Cada sessão: ~8 minutos
Frequência: 3 a 4 vezes por dia
Duração total: cerca de 2 semanas
O que foi medido?
O principal desfecho foi o ATEC (Autism Treatment Evaluation Checklist), um instrumento que avalia:
Comunicação
Sociabilidade
Consciência sensorial e cognitiva
Comportamento e saúde física
Pontuações menores indicam melhora clínica.
Principais resultados
Redução global dos sintomas
Pontuação média total:
Antes: 67,76
Depois: 56,25
Redução média: −11,5 pontos
Significância estatística: p < 0,0001
Isso representa um efeito considerado grande em termos estatísticos.
Resposta clínica
59% tiveram melhora clinicamente relevante
30,8% não apresentaram mudança significativa
10,3% apresentaram piora percebida pelos cuidadores
Apesar de relatos de melhor consciência sensorial e sociabilidade não é mágica e não funciona para todos. Lembrando que esses achados foram qualitativos, não padronizados.
Segurança
Nenhum evento adverso foi registrado
Adesão ao tratamento foi de 100%
Todos os participantes completaram o protocolo
Limitações metodológicas (ponto crítico)
O próprio estudo reconhece limitações relevantes:
Não houve grupo controle
Amostra pequena
Avaliação baseada em relato dos cuidadores
Sem medidas neurofisiológicas objetivas
Sem acompanhamento de longo prazo
Por isso, não é possível afirmar causalidade nem eficácia clínica definitiva.
Em termos de nível de evidência, trata-se de baixo a moderado, exploratório.

