A histamina é uma molécula essencial para o organismo. Ela participa da resposta imune, da comunicação entre neurônios e de diversos processos fisiológicos.
O problema surge quando a produção ou a liberação de histamina ultrapassa a capacidade do corpo de metabolizá-la.Medicamentos anti-histamínicos causam sono. E a histamina tira o sono, pois atua em circuitos cerebrais relacionados ao estado de alerta, atenção e ativação do eixo HPA.
Em pacientes com hipervigilância, algo comum em muitas neurodivergências, pode ocorrer aumento da sinalização histaminérgica, mantendo o cérebro em estado de alerta e dificultando o início do sono.
Nem sempre seja falta de melatonina. Às vezes, o problema é excesso de vigília biológica.
Alguns genes envolvidos no metabolismo e na sinalização da histamina que podem ser analisados incluem:
• DAO (AOC1) — A diamina oxidase é responsável por degradar a histamina no meio extracelular, especialmente no trato gastrointestinal, atuando principalmente sobre a histamina proveniente da alimentação.
• HRH1 / HRH3 — receptores de histamina ligados à vigília e atenção
• MAOA — participa do metabolismo de monoaminas e pode influenciar vias relacionadas ao estresse e neurotransmissores.
• COMT regula catecolaminas e pode afetar a resposta ao estresse.
• Genes GST atuam em vias antioxidantes e de detoxificação.
• HNMT — Histamina N-metiltransferase é responsável por inativar a histamina dentro das células, com papel particularmente relevante no sistema nervoso central. Esse processo depende da disponibilidade de SAM-e (S-adenosilmetionina) como doador de metil.
Alterações em genes envolvidos em metilação, metabolismo do enxofre, detoxificação e regulação de neurotransmissores podem impactar indiretamente os níveis de histamina no organismo, incluindo.
• MTHFR — indiretamente relacionado ao metabolismo de metilação que impacta a via da histamina
• CBS participa da via de transulfuração e do metabolismo do enxofre.
Aprenda analisar exames genéticos e metabolômicos aqui.
Em alguns pacientes com dificuldade de iniciar o sono, investigar:
• hipervigilância
• dieta histaminérgica
• metabolismo da histamina
• ativação do eixo HPA
Por isso, em alguns pacientes, sintomas relacionados à histamina podem ter origem não apenas na alimentação, mas também em características metabólicas individuais.
A genética não determina doença, mas pode ajudar a compreender por que algumas pessoas são mais sensíveis a determinados gatilhos biológicos e ambientais.
doi: 10.1093/ajcn/86.3.775
doi: 10.3390/pharmaceutics12090865
doi: 10.3390/molecules24030447

