Causas e consequências do excesso de oxalato no sangue

Nossos corpos foram projetados para lidar com uma pequena quantidade de oxalato. Por exemplo, o ácido oxálico é produzido como uma parte natural do nosso metabolismo. Porém, grandes quantidades de oxalato são tóxicas, comprometendo a saúde.

Algumas pessoas acumulam altos níveis de oxalato na corrente sanguínea, urina e / ou tecidos, enquanto outros não. Os seis principais motivos pelos quais algumas pessoas acumulam altos níveis de oxalato:

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1) Genética - a hiperoxalúria primária (tipos I e II é causada ​​por doenças raras, que fazem a enzima que quebra o oxalato não ser produzida ou estar defeituosa. Assim, grandes quantidades de oxalato acumulam-se, aumentando o risco de cálculos renais graves.

2) Deficiência de vitamina B6 - faz a produção de oxalato aumentar. A carência desta vitamina (piridoxina) pode ser causada por baixo consumo, uso de anticoncepcionais, baixa absorção intestinal, aumento das necessidades (como na gestação, gravidez ou doenças como câncer).

3) Disbiose Intestinal. O desequilíbrio da microbiota aumenta a inflamação local e aumenta a permeabilidade entre as células, fazendo mais oxalato ser absorvido. Outros problemas intestinais como doença celíaca, doença de Crohn e colite ulcerativa também podem colaborar para aumento da absorção de oxalatos.

4) Consumo exagerado de oxalatos - ruibarbo, espinafre, amêndoa, feijão, beterraba, chocolate, cerveja, café, refrigerantes, batata doce e couve são alimentos contra-indicados para pessoas com as condições anteriormente descritas.

5) Carências nutricionais - pessoas deficientes em cálcio, magnésio, potássio e ferro absorvem mais oxalato do que as pessoas com dieta adequada.

6) Problemas renais. O oxalato em excesso é eliminado pela urina. Pessoas com problemas renais podem ter dificuldade de eliminação do composto, mesmo pela diálise (Hoppe et al., 1996).

Consequências da elevação do oxalato e conduta nutricional

O excesso de oxalato aumenta o risco de litíase (pedra nos rins), dores ao urinar, dores genitais e fibromialgia. A maioria das pessoas não precisa preocupar-se com a quantidade de oxalato na dieta. Porém, pessoas com problemas genéticos ou problemas renais precisarão limitar a quantidade deste composto na alimentação, não excedendo 50 miligramas ao dia. Um nutricionista fará este cálculo para você.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/