Um novo artigo publicado na última edição do American Journal of Clinical Nutrition, reafirma a importância do consumo de uma dieta abundante em frutas e hortaliças. De acordo com a pesquisa, da Universidade de Cambridge, o consumo adequado de vitamina C é capaz de reduzir os casos de acidente vascular cerebral (AVC) em 42%.
No estudo, foram acompanhados 20.649 indivíduos ingleses por 9,5 anos. Destes, 448 participantes tiveram AVC, principalmente aqueles com menores concentrações de vitamina C no sangue, independentemente da idade, hábitos de tabagismo, pressão arterial e níveis de colesterol. Daí a importância de uma alimentação saudável. De acordo com o especialista em AVC, Dr. Larry B. Goldstein, MD, os alimentos são a chave já que não existem evidências de que suplementos tenham o mesmo efeito. Além disto existem estudos mostrando que as cápsulas antioxidantes podem interferir com a ação de medicamentos para redução de colesterol, rotineiramente prescritos para a pacientes em risco de sofrerem infartos ou derrames.Para saber mais:
Genética e recuparação pós-AVC
Por que pacientes com lesões semelhantes podem apresentar recuperações tão diferentes?
A resposta pode estar, em parte, na genética da neuroplasticidade.
Genes como BDNF, COMT, APOE e DRD2 estão associados a mecanismos que influenciam plasticidade cerebral, neurotransmissão, cognição e resposta à reabilitação.
🔬 BDNF Val66Met: pode modificar a plasticidade dependente de atividade e está associado a diferenças na recuperação motora e cognitiva.
🧠 COMT Val158Met: modula a disponibilidade de dopamina no córtex pré-frontal e pode influenciar a resposta ao treinamento cognitivo e motor.
🧬 APOE ε4: relaciona-se a maior vulnerabilidade cognitiva e pode influenciar a recuperação após o AVC.
⚡ DRD2: variantes relacionadas à sinalização dopaminérgica podem modificar a resposta a estratégias de reabilitação assistida por fármacos.
O próximo passo é integrar genômica + proteômica + metabolômica + dados clínicos para identificar, de forma mais precisa, quem pode responder melhor a diferentes estratégias de reabilitação.
Isso abre caminho para uma reabilitação personalizada de precisão em que intensidade, modalidade e estratégias terapêuticas sejam cada vez mais orientadas pelas características biológicas individuais.
