Cuidados com o uso da "Vitamina" B17

É muito fácil vender suplemento, medicamento e terapia para quem está desesperado. Estamos vendo isso com a venda de MMS (miracule mineral suplemento - suplemento mineral milagroso) para o tratamento do autismo. O MMS é na verdade o dióxido de cloro diluído (produto utilizado na formulação de produtos de limpeza), que danifica a mucosa intestinal, gerando disbiose e mais sofrimento.

O mesmo vem acontecendo com a amigdalina ou ¨vitamina¨ B17, que nem vitamina é. Mas é sugerida para o tratamento de várias doenças. Explico mais neste vídeo. Informe-se sempre. Saúde em primeiro lugar!

Agendamento de consultoria

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Fast Food de hoje é pior do que o de há 30 anos

Segundo uma pesquisa da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, o cardápio atual das dez principais redes de fast-food é menos balanceado do que há 30 anos. A equipe avaliou o menu dos restaurantes Arby’s, Burger King, Carl’s Jr, Dairy Queen, Hardee’s, Jack in the Box, KFC, Long John Silver’s, McDonald’s e Wendy’s. Os pesquisadores analisaram as calorias, o tamanho da porção, a densidade energética, os níveis de sódio, ferro e cálcio de 1.800 itens - hambúrgueres, sanduíches, burritos, tacos, saladas, batata frita, anéis de cebola, sorvete, bolos, cookies e milk-shake).

Os pesquisadores descobriram que, nas últimas décadas, o número de opções aumentou em 226%. Itens novos tendiam a ser menos saudáveis do que os anteriormente disponíveis. As calorias e a quantidade de sódio aumentaram significativamente em todos os pratos. As maiores variações decorrem principalmente do aumento das porções (McCrory et al., 2019).

Hoje, fiz um resumo do livro nação fast food, que debate o impacto deste tipo de alimento na saúde humana, animal e ambiental:

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Flúor - mocinho ou bandido? (e como interpretar seu exame)

Refrigerantes, energéticos e o alto consumo de alimentos ácidos (como suco de limão), vinho, doces alteram o pH da boca e permitem a erosão dos dentes pelas bactérias que estão ali presentes. Para preservar os dentes as consultas periódicas com os dentistas é fundamental para a remoção das placas bacterianas.

Além disso, como medida de saúde pública, o governo brasileiro adotou na década de 1970 a fluoretação da água, já que o flúor inibe as enzimas que produzem bactérias orais produtoras de ácido. A maioria das pastas de dentes também contém flúor e é frequente a fluoretação em consultórios dentários, com o objetivo de fortalecer o esmalte dentário e prevenir cárie. O problema é que altas quantidades de flúor ou fluoreto geram problemas de saúde como problemas esqueléticos, calcificação de tendões e ligamentos e deformidades ósseas.

São características da fluorose (excesso de flúor): manchas brancas nos dentes, deformidades ósseas ou articulares, rigidez nas articulações, dores de cabeça, dores de estômago, fraqueza muscular, danos ao sistema nervoso. A fluorose é endêmica em 25 países do mundo. Nestes casos, água fluoretada e pasta de dentes com flúor não é indicada. O acompanhamento com dentista, escovação adequada com uso de pastas sem flúor, redução do consumo de alimentos menos acidificantes é fundamental.

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Pesquisas indicam que a ingestão adequada de cálcio está claramente associada a um risco reduzido de fluorose dentária. A vitamina C também pode proteger contra o risco. Ou seja, um bom estado nutricional é muito importante para o combate ao problema. Até porque flúor sozinho também não faz mágica: estudos mostram, aliás, que é muito similar a quantidade de cáries entre nações que fluoretam e nações que não fluoretam a água (FluorideAlert.Org).

Mais controvérsias apareceram quando a China passou a fluoretar a água, já que o número de crianças com dificuldade de desenvolvimento aumentou (Lu et al., 2000). A incidência de hipotireoidismo também parece aumentar (Kheradpisheh et al., 2018). Assim como chumbo e mercúrio, o excesso de flúor também parece ser neurotóxico (Grandjean & Choi, 2015). Estudo mostrou também que a exposição ao flúor durante a gravidez pode prejudicar o QI e o desenvolvimento cognitivo em crianças. Mesmo assim, relatório recente mostrou que os estudos sobre o flúor são falhos e que, por isso, a decisão dos governos em fluoretar ou não a água deve levar em conta a disponibilidade de acompanhamento dentário para toda a população, do estado nutricional, assim como dos hábitos de higiene dentária das pessoas (Iheozor-Ejiofor et al., 2015).

Você também pode tomar suas próprias decisões, principalmente sobre o uso de pastas com flúor ou não. Uma das formas de acompanhar a quantidade de flúor em seu corpo é fazendo um exame de fluoreto na urina. O fluoreto é absorvido por via gastrintestinal e quase inteiramente depositado nos ossos e dentes, possuindo atividade anticariogênica. A excreção renal é a principal forma de regulação da quantidade corporal. O exame de fluoreto na urina funciona como um indicador biológico da exposição ao flúor e fluoretos.

O valor considerado normal é de até 0,5mg/g de creatina. Valores acima de 1,5mg/g de creatina podem causar problemas na tireóide. Valores acima de 2,0 mg/g de creatina podem causar problemas cognitivos e acima de 3,0 mg redução do QI (quociente de inteligência).

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Impacto das viagens espaciais na saúde

Mais de 550 astronautas já estiveram no espaço. Porém, apenas 8 passaram por missões longas, com mais de 300 dias de duração. Entender o que acontece com o corpo que passa muito tempo no espaço é fundamental, especialmente agora, com a meta de conquista de Marte.

A NASA decidiu então comparar gêmeos idênticos, um que foi ao espaço e um que não foi. Pelo menos 10 processos fisiológicos mudam nas viagens espaciais como a atividade da telomerase, a regulação de genes, a composição da microbiota intestinal, o peso corporal, as dimensões da artéria carótida, a espessura da retina e metabólitos séricos. A maior parte dos parâmetros normaliza-se depois de um tempo na Terra. Mas o que acontecerá com as pessoas que não retornarem à Terra?

O estudo sobre dos gêmeos publicado pelo NASA na revista Science mostrou que há perda da atividade da telomerase, enzima que adiciona sequências repetidas de DNA à extremidade dos cromossomos, onde se encontram os telômeros. Telômeros são então estruturas constituídas por fileiras repetitivas de proteínas e DNA que formam as extremidades dos cromossomos. A principal função é impedir o desgaste do material genético e manter a estabilidade estrutural do cromossomo. Dependendo de nossa genética, nossa idade e nosso estilo de vida os telômeros podem ser maiores ou menores. Quanto maiores são mais saudável uma pessoa é. Quem quer arriscar a viver em outro planeta? Muitas pessoas sim. Eu não!

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