Intestino saudável para neurodesenvolvimento adequado

Proteína, iodo, magnésio, ômega-3 são alguns dos nutrientes importantes para o neurodesenvolvimento. Outra coisa que precisa ser muito bem cuidada é o eixo microbioma-intestino-cérebro. A dieta adequada na gestação mantém intestino e microbiota saudáveis e isto influencia a saúde da mulher e de seu bebê que vai nascer.

Depois do nascimento a barriguinha e dieta do bebê devem continuar a ser monitoradas. Estudos mostram que a administração de probióticos, como L. rhamnosus, para bebês a partir de 6 meses ajuda a reduzir a incidência de transtornos do espectro do autismo (TEA), Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e depressão em fases subsequentes da vida.

A comunicação bidirecional intestino-cérebro permite que a sinalização do sistema nervoso influencie as modalidades motoras, sensoriais e secretoras do trato digestivo e, inversamente, a sinalização do intestino para afetar a função cerebral, principalmente no hipotálamo e na amígdala.

Em equilíbrio a microbiota promove adequado funcionamento do sistema imune, gera adequada motilidade intestinal, previne inflamação, melhora a assimilação de nutrientes e contribui para adequada cognição, comportamento e neurodesenvolvimento.

Em situação de desequilíbrio (disbiose) o risco de desordens neurológicas (depressão, ansiedade, autismo, TDAH), desordens autoimunes (intestino irritável, doenças inflamatórias intestinais, doença celíaca, alergias), síndrome metabólica (obesidade, diabetes, dislipidemia e hipertensão) aumentam ao longo da vida.

Uma disbiose ambientalmente induzida por fatores como o modo de nascimento, transmissão materna de uma microbiota abaixo do ideal, antibióticos podem gerar padrões alterados de metabólitos microbianos com efeitos prejudiciais. Portanto, toda mulher que deve engravidar deve aprender a cuidar da saúde intestinal e geral.

Vitamina D e neurodesenvolvimento

Um intestino saudável facilita a absorção de nutrientes que vão dar suporte ao adequado desenvolvimento físico e mental. Um nutriente muito importante para gestantes e crianças é a vitamina D, que deve estar no plasma entre 40 e 60 nmol/L. Gestantes com doenças autoimunes podem precisar de níveis ainda mais altos por conta de sua demanda aumentada.

A deficiência de vitamina D resulta em desenvolvimento cerebral anormal, mudanças persistentes na estrutura do cérebro adulto, pior plasticidade sináptica, redução da conectividade axonal. A deficiência de vitamina D na gestação também associa-se a maior risco de TEA e TDAH.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/