Propriedades do chá de boldo

O boldo (Peumus boldus) é uma planta tradicional do Chile, muito utilizada para facilitar a metabollização dos nutrientes e por  suas propriedades hepatoprotetoras.

De acordo com a ANVISA o boldo do Chile pode ser indicado para o tratamento de distúrbios digestivos leves, atuando na redução de espasmos intestinais e tratamento de distúrbios hepatobiliares (fígado e vesícula).

Sua capacidade de destoxificação do fígado também é auxiliar até no tratamento da celulite. Os óleos essenciais das folhas possuem propriedades antimicrobianas contra Streptococcus pyogenes, Micrococcus sp., and Candida sp. O extrato possui alta atividade antioxidante, em decorrência da presença de substâncias que também conferem o sabor amargo à planta, como catequinas, boldina e compostos fenólicos.

Contudo, estas mesmas substâncias benéficas podem prejudicar o feto. Como não existem estudos que avaliem dosagens seguras em gestantes, se estiver grávida não faça ingestão de chá de boldo pois o mesmo pode aumentar as contrações uterinas. Mulheres lactantes também não devem utilizar o boldo do Chile.

Outras contra-indicações incluem: pacientes com obstrução das vias biliares, cálculos biliares, quadros de inflamação ou câncer no ducto biliar e com câncer no pâncreas, pacientes com doenças severas no fígado como hepatite viral, cirrose ou hepatite tóxica e crianças menores de seis anos de idade.

Para saber mais sobre os cuidados sobre a manipulação e preparo dos chás clique aqui.

Para mais chás auxiliares no tratamento da celulite clique aqui.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Alimentação saudável para reduzir o risco de diabetes

O Brasil é o segundo país em número de diabéticos no mundo, atrás apenas do México!! Os fatores de risco para o diabetes tipo 2 incluem o sedentarismo, o excesso de gordura corporal, idade maior que 45 anos, altas taxas de triglicerídeos, hipertensão e consumo elevado de álcool.

De acordo com estudo epidemiológico realizado com 300.000 pessoas, acompanhadas desde a década de 70 e publicado em 2001, a ingestão de 100 gramas de carne vermelha por dia aumenta o risco de diabetes tipo 2 em 19%. Já as carnes processadas, como salame e mortadela, foram consideradas mais prejudiciais: 50 g diários (uma salsicha) podem elevar o risco de diabetes em 51%. Uma das explicações possíveis é que o ferro-heme presente nestes alimentos causa danos às células beta do pâncreas, que produzem a insulina. Além disso, o ferro acumulado induz a hemocromatose que pode lesar o pâncreas. Os pesquisadores dizem ainda que os aditivos quimicos (especialmente os nitratos) presentes nas carnes são tóxicos para as células beta. O aumento do estresse oxidativo relacionado ao excesso de ferro, se dá em decorrência das reações de Fenton (veja artigo de 2012 clicando nos links). Além disso carnes (assim como laticínios e suplementos como BCAA a whey protein) tem um alto conteúdo de leucina, o qual contribui para um estímulo exagerado da secreção de insulina via mTORC1 e S6K1, a qual induz a resistência insulínica.

Esse estresse oxidativo agrava a resistência à insulina. É uma via de mão dupla. O diabetes também agrava o estresse oxidativo pela glicação de enzimas antioxidantes como a Zn-Cu-Superoxido Dismutase. Portanto, um estilo de vida saudável é fundamental (sono regular, alimentação balanceada, atividade física orientada).

Depender de medicamentos, por exemplo, é uma furada. O hipoglicemiante Avandia, por exemplo, aumenta o risco de DCV em até 39%. No Brasil este medicamento foi suspenso pela ANVISA mas os demais não estão livres de efeitos colaterais... E não são apenas os medicamentos os vilões. Os adoçantes entram nesta lista. O consumo de refrigerantes diet, zero, light etc aumentam o declínio renal e a albuminúria. Pro diabetico que já tem um risco aumentado de complicações renais o problema é ainda maior!

Fiquem atentos também ao uso indiscriminado de melatonina. Tudo bem, a substância é antioxidante, mas suplementação em excesso também tem sido ligada ao maior risco de DM2, em indivíduos com polimorfismos do gene MTNR1B.

E o refrigerante normal? Possui um excesso de frutose, o qual está associado à diminuição da sensibilidade à insulina. Frutose em excesso, vinda dos alimentos industrializados induz ainda à hiperuricemia e hipertensão. Veja aulinha aqui.

E os alimentos do bem, será que existem? Sim, alimentos e suplementos antidiabetogênicos incluem o açafrão, ginseng, Gymnema silvestre, romã, hesperidina, chá verde, chá preto, chá oolong, chá de folha de goiabeira, entre outros. Converse com o seu nutricionista.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Benefícios dos chás

No ano passado a moda eram os chás da planta camellia sinensis (chá verde, chá preto, chá branco, chá oolong), todos com propriedades antiinflamatórias e antienvelhecimento. Porém, os chás das outras plantas também merecem atenção. O chá de camomila acalma e previne complicações do diabetes.

O chá de camomila possui propriedades antioxidantes, antimicrobianas e antitrombóticas. O chá de menta também possui propriedades antimicrobianas e antivirais, é um antioxidante potente, tem ação anticancerígena e potencial antialérgico.  Já o chá de hibiscus diminui a pressão arterial, prevenindo doenças cardiovasculares e renais.

O ideal é consumir cerca de 3 xícaras de chá ao dia para que os componentes da fórmula façam o efeito esperado. Lembre-se, entretanto, que os chás industrializados não tem o mesmo efeito. Assim, o ideal é comprar a flor, folha ou caule, conforme o caso, ou mesmo plantar suas ervas na janela de casa!

O ideal é variar os tipos de chá para reduzir o risco de intoxicação pelos fitoquímicos ou metais pesados presentes nas plantas. Saiba mais no curso online "Fitoterapia".

Para quem não é muito fã dos chás, uma opção é bater com frutas. Um exemplo de chá digestivo com fruta é o chá de erva doce ou camomila gelado, batido em liquidificador com 1 pedaço de abacaxi e uma fatia de 15 cm de erva cidreira e gelo.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Capacidade antioxidante dos alimentos

Além das tradicionais vitaminas antioxidantes, frutas e verduras contém ainda compostos bioativos protetores contra câncer, doenças cardiovasculares e diabetes. Dependendo do composto ou combinação de compostos presentes o alimento terá uma atividade mais ou menos pronunciada. Por exemplo: a capacidade antioxidante do cravo é maior que da canela que é maior que a da pimenta que é maior que do gengibre e assim por diante:  Cravo > Canela > Pimenta > Gengibre > alho > Hortelã > Cebola. 

O ideal é ter uma dieta bem variada com pequenas quantidades de vários alimentos benéficos. Abaixo opções de alimentos protetores e seus respectivos compostos bioativos:

  • Alecrim (luteolina, esperidina, camosol, rosmariquinona);
  • Alfafa (quercetina);
  • Alfavaca (eugenol);
  • Castanha-do-Brasil (compostos fenólicos);
  • Cevada (glicosilisovitexina, flavan-3-ol);
  • Gengibre (gingerol, diarilheptanóides);
  • Mostarda (ácido 3-5-dimetoxi-4-hidroxicinâmico metil éster, ácido caféico, ácido catequínico);
  • Orégano (apigenina, eriodictol, diidrocapferol, diidroquercetina, ácido rosmarínico);
  • Pimenta (quercetina, luteolina);
  • Sálvia (ácido carnósico, rosmadial, rosmanol, carnosol, epirrosmanol).
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/