Variantes genéticas ligadas à depressão

Até o momento já foram identificadas 44 variantes genéticas associadas ao risco aumentado de depressão (Wray et al., 2018). Tais variantes genéticas (ou polimorfismos) também podem explicar outros transtornos psiquiátricos, como a esquizofrenia.

Todos nós carregamos variantes genéticas para a depressão, mas aqueles com uma maior número de polimorfismos (variações genéticas) estão sob maior risco. Além da genética, experiências de vida também influenciam a susceptibilidade à doença. 

Hoje sabemos também que a obesidade é um dos fatores de risco para sintomas depressivos. Como apenas metade dos pacientes diagnosticados respondem bem aos medicamentos e tratamentos atualmente disponíveis, mais pesquisas que estudem os fundamentos genéticos e a influência dos agentes ambientais são importantes. 

Em relação à fitoterapia algumas plantas tem sido investigadas tanto para a redução dos sintomas depressivos, como no sentido de redução da expressão de genes ligados à doença, como Camellia sinensis, Griffonia simplicifoliaWithania somnifera, panax ginseng, Eleutherococus senticosus. Converse com um nutricionista especialista na área.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar esta página!

Consumo de chás afetam beneficamente nossos genes

Folhas, caules e raízes utilizados para o preparo de chás contém substâncias (fitoquímicos) com capacidade de influenciar a atividade das células no corpo humano. É o que chamamos de epigenética ou mudanças que ocorrem na expressão dos genes a partir do contato com diferentes substâncias. 

Para entender a epigenética pense no caso dos gêmeos idênticos. Apesar de possuírem o mesmo DNA podem ter a aparência diferente ou mesmo doenças diferentes. Isto acontece pois, apesar de terem o mesmo material genético este é influenciado por diferentes compostos do ambiente. É o que fazem os chás. Os mesmos possuem fitoquímicos (compostos químicos de plantas), que ao interagirem com o núcleo da célula podem silenciar ou desligar genes ligados a determinados problemas de saúde, reduzindo o risco de doenças. 

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Como exemplo, estudos sugerem que as catequinas presentes na Camellia sinensis (planta que dá origem ao chá verde), estão envolvidas na metilação de DNA, bem como na modificação de histonas e de microRNAs.

De forma clínica, um estudo conduzido com 16 indivíduos, submetidos ao consumo de uma dose de infusão de Camellia sinensis, identificou que esta intervenção reduziu danos em DNA de linfócitos (células do sistema imune) e modulou genes que aumentam o reparo do DNA, reduzem a geração de radicais livres e diminuem a inflamação. Desta forma, os autores concluem que o consumo de infusão de Camellia sinensis pode proteger nosso material genético, reduzindo o risco de doenças desencadeadas por um possível dano em DNA (Ho et al., 2014).

Outro estudo correlacionou o consumo de chás e café com metilação de DNA, em regiões que contêm genes que interagem com o metabolismo do estradiol, podendo reduzir o risco de câncer - especialmente os que envolvem este hormônio para o seu desenvolvimento (Ek et al., 2017). 

Embora o consumo de chás seja uma estratégia interessante para a redução do risco de doenças, é importante levar em consideração as necessidades e características individuais, para que a conduta seja segura e eficiente.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar esta página!
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Hipoglicemia como efeito colateral do uso de insulina - um teste genético pode ajudar

Pessoas diagnosticadas com diabetes tipo 1 geralmente possuem como tratamento de base a aplicação diária de várias doses de insulina. Porém, para alguns pacientes existe uma grande dificuldade de regular as quantidades de hormônio e, como consequência, sofrem com sintomas da hipoglicemia.

Esta dificuldade pode ser decorrente de mutações genéticas como a do gene HNF1A MODY.  Esta mutação é resultado da substituição de uma base T pela base C na posição 447 fazendo com que ao invés de prolina, o aminoácido leucina seja produzido.

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Pessoas com esta mutação são bastante sensíveis à baixas doses de sulfonilureias, o melhor tratamento neste caso, que deve ser feito em substituição à insulina. Este tipo de diabetes é denominado diabetes monogênico, mas a maioria dos pacientes é erroneamente diagnosticado como tendo diabetes tipo 1 ou 2 (que são poligênicos, ou seja, vários genes estão envolvidos no desenvolvimento destes tipos de diabetes).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar esta página!
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Como estudar nutrição em Portugal?

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Estão abertas as inscrições para o processo seletivo em diversos cursos do Instituto Piaget em Portugal, dentre eles o de ciências da nutrição, que tem 4 anos de duração, assim como na maior parte das instituições brasileiras.

O Instituto Piaget possui quatro polos. O curso de nutrição está disponível na cidade de Viseu, assim como enfermagem, fisioterapia e psicologia. A cidade de Viseu é conhecida em Portugal como a cidade com maior qualidade de vida no país, considerando-se parâmetros como acesso à habitação, saúde, segurança, cultura, lazer, esporte e trabalho.

Além de Viseu, o instituto Piaget possui polos nas cidades de Almada, Vila Nova de Gaia e Silves. Verifique os cursos de graduação em cada cidade:

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Se o seu sonho é cursar mestrado em Portugal veja as oportunidades oferecidas pelo Instituto Piaget clicando neste link.

O contato de alunos brasileiros deve ser feito por meio do gabinete internacional, através do email internacional@piaget.pt, indicando o curso no qual pretende ingressar e enviando a cópia do documento de identificação. Em resposta o instituto prestará informações sobre o processo seletivo. Em relação aos custos, os preços nas mensalidade dos cursos do Instituto Piaget são similares aos cobrados por instituições particulares de ensino superior no Brasil.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar esta página!