Breve história da dieta cetogênica

Em 1915 foi criado um laboratório para estudar o porque de indivíduos epilépticos conseguirem vencer as crises quando faziam jejum. Em 1921, Woodyatt e colaboradores descobriram níveis aumentados dos corpos cetônicos beta-hidroxibutírico (βHB) e acetona em indivíduos que jejuavam. Ligaram A + B e entenderam que os corpos cetônicos eram protetores. Só que não dá para ficar em jejum para sempre. Assim, foi criada a dieta cetogênica, caracterizada pela redução de carboidratos da dieta a ponto de obrigar o corpo a fabricar corpos cetônicos.

As primeiras dietas para pacientes epilépticos receberam o nome de dieta cetogênica clássica. Possuíam um alto teor de gordura, podendo chegar até 90% das calorias diárias. A proporção de macronutrientes de gordura para proteína e carboidrato era 4:1. Isto significa que a cada 4 gramas de gordura da dieta, haveria 1 grama de carboidrato + proteína.

A ingestão diária total de carboidratos era limitada a 20 a 50 g diárias. Esta restrição de carboidratos inibe o aumento dos níveis de insulina, que por sua vez promove a conversão de ácidos graxos em corpos cetônicos.

Ao longo dos anos, outros modelos de dieta, mais palatáveis e flexíveis foram testados com sucesso. Surgiu então a dieta Atkins modificada (MAD), a dieta cetogênica modificada (3:1, 2:1 e 1:1).

Os corpos cetônicos possuem efeito antiinflamatório, antioxidante, modulador de genes que contribuem para o tratamento de condições tão diversas como obesidade, diabetes, certos tipos de câncer, depressão, transtorno bipolar e Alzheimer.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/