Equilíbrio, saúde e vitalidade

É comum deixarmos resoluções importantes para o dia 01 de janeiro. Mas que tal fazer isso hoje mesmo, cuidando de você em todos os níveis? O Ayurveda é uma ciência antiga que nos ajuda a pensar em um todo, na vitalidade física, consciência mental, consciência espiritual, paz cósmica, harmonia externa e em nossa felicidade emocional. 

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A primeira fase de uma consulta ayurvédica é a investigação do seu biotipo (dosha) e se existem desequilíbrios. A partir desta investigação um conjunto de ferramentas são utilizados para proporcionar harmonia total ao indivíduo:

  • Para a vitalidade física: modificação da alimentação adequada e prática de ásanas (posturas corporais do yoga);
  • Para maior consciência mental: equilíbrio dos chakras, por exemplo pela prática de pránáyámas (respiratórios para captação e expansão da energia) e outras técnicas do yoga;
  • Para equilíbrio das 9 emoções (rasas) - Shringara (amor / beleza), Hasya (risos), Karuna (tristeza), Raudra (raiva), Veera (heroísmo / coragem), Bhayanaka (terror / medo), Bibhatsya (desgosto), Adbutha ( surpresa / maravilha), e Shantha (paz ou tranquilidade). Os rasas são equilibrados e alcança-se a felicidade emocional com pensamentos adequados, meditação, alimentação adequada para o momento, respiratórios específicos...
  • A harmonia externa é proporcionada através do equilíbrio de seu espaço de vida. Vastu é a arte antiga do design. Nossa casa, o espaço onde vivemos, deve ser um santuário para nosso corpo e espírito.
  • Paz cósmica pela aplicação dos princípios astrológicos védicos (Jyotish), que se baseia na observação das posições das constelações no céu. 
  • Consciência espiritual proporcionada pela meditação nos 12 bija mantras (Bhakti)

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Emagrecimento aumenta a autoestima?

Após a perda de peso, após entrar na calça que queria, após comemorar o sucesso da dieta algumas pessoas passam por um momento estranho. Ok, atingi meu objetivo, as pessoas dizem que estou ótimo(a) mas... cadê aquela felicidade toda, prometida nos anúncios da TV?

Sim, o emagrecimento melhora a pressão arterial, reduz o risco cardiovascular e de diabetes e tira da cabeça a pressão da dieta. Mas a autoestima, se não existia, não aprece de brinde. As inseguranças não somem automaticamente. E o desconforto com o corpo pode continuar, mesmo que o peso esteja dentro da faixa considerada ideal. Por isso, outras questões precisam ser trabalhadas. Se dizem que a outra pessoa é linda, você ainda sente-se inseguro, feio, desajeitado? E se come um chocolate, sente culpa mesmo já tendo dado tudo de si e emagrecido?

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Infelizmente, não há pílula mágica. Mas você pode aprender a se cuidar e a se amar. Mime-se com as coisas que você ama e recompense-se por ser saudável. Dance pela casa. Encontre hobbies que fazem você se sentir bem consigo mesmo. Faça terapia. Pare de se criticar por coisas bobas.

Preste atenção no presente. Yoga e meditação ajudam muito neste sentido. Se você gasta suas horas preciosas criticando-se ("minhas coxas são gordas", "sou muito preguiçoso", "nunca vou conseguir isso ou aquilo"). Mas se o problema não for você e sim a forma como relaciona-se consigo mesmo? 

Como uma máquina, nossas mentes estão constantemente bombeando pensamentos. Durante todo o dia avaliamos nosso ambiente, outras pessoas e nós mesmos. Mas muitos dos nossos pensamentos, incluindo pensamentos sobre nós mesmos, são incompletos ou até mesmo falsos. É como olhar o céu através de um canudo, só vemos uma parte muito pequena.

Reconheça seus pensamentos negativos sobre si mesmo apenas como pensamentos, ao invés de verdades absolutas. Você pode pensar que ser duro consigo mesmo é bom, mas pesquisas mostram que a autocompaixão é uma maneira melhor de se relacionar consigo mesmo. Trate-se bem, como trataria a pessoa que mais ama quando esta passa por dificuldades. Pessoas altamente autocríticas são mais propensas a ficarem deprimidas e ansiosas e a ter menos autoconfiança. Todos enfrentamos desafios e para superá-los precisamos de energia. Mas esta se esgota com a autocrítica. 

A meditação e o yoga ensinam a vivermos alinhados ao presente, com foco. Se estamos fazendo um exercício respiratório que tal colocar o foco apenas nele? Um pensamento ansioso passou? Perceba-o: "hum, ali está a ansiedade” e solte-a. Não crie um enredo, não justifique, não crie mais e mais histórias. Estas técnicas exigem prática, mas com o tempo tornam-se naturais e nem precisamos mais de tanto esforço. Que tal começar?

Vamos parar de falar sobre a aparência (a nossa e a dos outros)

Recentemente escrevi sobre o bullying e o caso da Demi Lovato (leia aqui). A bulimia não é o único transtorno alimentar muito influenciado por experiências dolorosas do passado. Muitas lembranças influenciam nossos comportamentos atuais, de forma consciente ou inconsciente.

A vergonha em relação ao corpo nasce de comparações e do bullying. Mesmo que eventos ruins tenham acontecido na infância, sentimentos negativos a ele associados e uma baixa autoestima podem perdurar por anos ou décadas. 

Memórias de críticas em relação ao corpo podem se alojar profundamente. O trauma vivenciado pode ficar se repetindo na forma de flashbacks, gerando ansiedade e dor constante, mesmo que de baixa intensidade. O constrangimento torna a pessoa vulnerável ao uso de alimentos como forma de relaxamento, distração ou entorpecimento da dor. Com isso, o desenvolvimento da compulsão alimentar fica mais fácil (Duarte, & Pinto-Gouveia, 2017).  

A melhor maneira de vencer os efeitos persistentes da vergonha do corpo é confrontar as memórias, falar sobre elas e libertá-las. Outra também pode se defender em voz alta contra os insultos. Eles aconteceram no passado? Tudo bem, fale em voz alta agora, defenda-se! Permita-se sentir raiva e medo, mas canalize as emoções empoderando-se agora. Se precisar, busque ajuda profissional para treinar sua autoestima.

Pessoas com transtornos alimentares também precisam encontrar práticas que as ajudem a sair do isolamento. A voz do transtorno alimentar é cruel. É uma voz que repete-se, dizendo que você não é bom suficiente.  A prática estruturada de yoga ajuda a manter tais pensamentos longe. Ajuda também a reduzir a ansiedade e isto é muito importante já que os distúrbios alimentares têm a mais alta taxa de mortalidade entre as doenças mentais. 

Um transtorno alimentar é sobre a comida, mas não é só sobre comida, já que afeta mente, corpo e espírito. O yoga reconecta estas partes. Também une pessoas que comprometidas com o autoestudo, com a cura. É uma comunidade que nos lembra que já somos suficientes, que nos jogam para frente. Uma comunidade que não comenta sobre o corpo das mulheres. Lembre que o corpo saudável de uma mulher tem gordura sim! Ela nos protege e mantém nossa temperatura corporal, colabora com a produção hormonal e de vitamina D, transporta as vitaminas A,D,E e K, lubrifica os tecidos, mantém o cabelo brilhante e o intestino funcionando bem.

Nos acostumamos tanto a criticar que ninguém sente-se suficiente, não importando se é alto, baixo, magro, gordo, branco, negro, jovem, velho. Criamos uma sociedade triste, medrosa, limitada. Precisamos perceber nossa força interior, nosso poder, nossa divindade, que está muito além da aparência.

Yoga e autoimagem

O estilo de vida moderno estimula a eterna comparação. Comparamos nosso carro, o tamanho da nossa casa, nossas férias, nossos corpos.  Em algumas situações a comparação pode ser produtiva, para que nos desafiemos a chegar mais longe, atingindo nossos objetivos.

Porém, em muitas situações a única coisa que a comparação faz é reduzir nossa autoestima. Se passamos a achar que os outros são sempre melhores, que nossa vida não vale, que não somos bons o suficientes, que não merecemos amor, saúde ou qualquer outra coisa que nos faz bem.

Nossa vida é sim feita de referências, nossas decisões envolvem comparações. Para saber se comprará uma casa neste ou naquele bairro precisará comparar uma série de peculiaridades dos bairros. Mas quando as comparações envolvem sua identidade, o que você é, o que você representa o sofrimento pode chegar.

A comparação também pode nos fechar. Você se compara com o mais bonito, o mais rico, o mais bem sucedido? Será que não está se fechando para experiências ou pessoas incríveis, que tem tudo a ver com você, mas que não se encaixa em um ideal difícil de atingir? 

Quem sofre com as comparações pode desistir de tentar pois tem certeza (erroneamente) de que não vai conseguir, já que não é alto, ou loiro, ou rico, ou isso, ou aquilo. Pessoas que se comparam muito também podem desenvolver problemas de autoimagem. Ficam com vergonha de dançar na festa, mesmo que a música favorita esteja tocando. Mas deveria ser o contrário. Nessas horas, movimentar o corpo ajuda. 

Quando aprendemos a mover o corpo, quando o sentimos, nos conectamos melhor a ele. Não tem coragem? Não irá dançar na festa? Não tem coragem de ir à academia pois está acima do peso? Então que tal movimentar-se em casa? Faça yoga!

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O yoga aceita todo mundo, independentemente do peso, da cor, da estatura, do gênero, do tamanho do nariz. O objetivo da prática não é ficar com a aparência dessa ou daquela pessoa e sim cultivar um relacionamento saudável com o seu corpo, sua mente, seu espírito. Movimento e posturas (ásanas) tornam-se uma maneira de se desprender dos pensamentos negativos e das comparações.

O yoga também alivia o estresse (Casey et al., 2018). Mas o yoga ajuda a reduzir a ansiedade, o estresse e a aumentar os níveis de satisfação corporal (Mahlo; & Tiggermann, 2016Cox et al., 2017Ariel-Donges et al., 2018). Quando estamos estressados, tendemos a ser mais duros com nós mesmos. Isso gera um ciclo vicioso em que o estresse gera a crítica e a crítica gera mais estresse.

Os pránáyámas (técnicas respiratórias para expansão da bioenergia) ajudam também o praticante a se concentrar melhor no presente, acabando com o diálogo interminável da mente. Algumas pessoas são mais perfeccionistas e consideram muito difícil deixar de lado as ideias de perfeição. A beleza do yoga é justamente que não há necessidade de sermos perfeitos. Podemos adaptar a prática o tempo todo às nossas necessidades físicas, mentais, emocionais e espirituais.

Por meio do yoga você também poderá encontrar uma comunidade mais positiva com quem se envolver. Pessoas que não vão falar do seu corpo mas te apoiar em sua busca pelo autoaperfeiçoamento constante.

Tudo começa dentro de nós, inclusive uma vida saudável

A vida saudável não começa na academia, mas na decisão de movimentar o corpo. A vida saudável não começa na dieta, mas na decisão de comer alimentos mais frescos e saudáveis. Tudo começa dentro de nós.

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Sua capacidade de se tornar saudável (física, mental, emocional, espiritualmente) e bem-sucedido não tem a ver com sua vida atual mas sim com seu potencial. E o seu potencial é enorme! 

E tudo está conectado, não adianta comer comida orgânica e alimentar relacionamentos tóxicos. Sonhe alto, você merece estar bem em todas as áreas da vida. Não deixe que pensamentos te coloquem para baixo. As limitações começam em nossa cabeça. Se você acha que não pode, então não pode. Já se você acha que pode ter uma vida melhor... Sonhe alto!

Temos entre 60.000 e 80.000 pensamentos ao dia. Muitos deles repetem-se, muitos deles são improdutivos. Pense:

  • Meus pensamentos refletem a realidade?
  • Meus pensamentos são justos, amáveis, honrosos?
  • Meus pensamentos elevam minha autoestima?
  • Meus pensamentos ajudam-me a ter uma vida saudável?

Se os seus pensamentos não estão te ajudando, que tal aprender a meditar? Silenciar o barulho interno abre espaço para o novo, o bom. A  meditação afasta pensamentos negativos e o permitirá sonhar e planejar um futuro melhor. Também nos acalma para que possamos responder de forma mais positiva aos desafios que apresentam-se diariamente. E isso é muito importante. Explosões de raiva destroem relacionamentos, geram situações ainda piores e que não nos conduzem a uma vida saudável.

Não alimente o que não te faz bem. Assistir o telejornal ou a determinados filmes faz com que você fique mais ansioso, com que durma mal? Leia, ouça, veja o que contribui para seus objetivos e bem-estar. Jovens que querem se tornar jogadores de basquetebol fazem o quê? Assistem jogos, assistem entrevistas, treinam, program-se para o objetivo que desejam. Planeje seu futuro. Quer ser médico, advogado, professor de yoga ou simplesmente alcançar uma melhor forma física? Planeje!

Comece hoje. Escreva o que deseja para você a curto, médio e longo prazos. Seja específico, coloque detalhes. Se disser ao aplicativo google maps que quer ir ao Rio de Janeiro ele te dará uma direção. Se disser que quer ir a Copacabana ele será mais específico. Se colocar o nome da rua, melhor ainda. Chegará mais rápido onde quer! Tudo começa dentro de você, estabeleça suas metas, suas rotas. As coisas permanecerão as mesmas a não ser que mude de dentro para fora. O mundo está esperando pelo seu melhor!

O Yoga no trabalho das doulas

Uma doula é uma profissional treinada para assistência ao parto e cuidados maternos, proporcionando apoio emocional e prático para a mãe, o pai e, por vezes, outros membros da família. Também prepara o local que acolherá o bebê em seu nascimento, além de continuar dando apoio à mãe e sua família após o nascimento da criança. 

Pesquisas mostram que, com o apoio das doulas, as mulheres têm maior probabilidade de ter um parto e uma experiência pós-natal mais positiva. Os estudos mais conhecidos foram realizados por Marshall Klaus e John Kennell, dois importantes médicos no que toca ao conhecimento e reconhecimento do vínculo. Concluíram que as gestantes acompanhadas por uma mulher, que lhe prestasse ajuda emocional e física, durante todo o trabalho de parto, tinham resultados surpreendentemente melhores, reduzindo os problemas na amamentação, a incidência de depressão pós-parto, assim como redução de:

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A doula não substitui uma parteira ou um obstetra. É um apoio a mais, emocional, informativo e físico antes, durante e após a gestação.  Uma doula:

  • participa e apoia partos em casa ou no hospital.
  • ajuda o parceiro a apoiar a gestante.
  • ensina técnicas de apoio físico.
  • garantirá que você coma e descanse sempre que precisar.
  • apoia os ideias de nascimento de cada família.
  • conhece profissionais de saúde que ajudarão a gestante a vivenciar o momento da gestação e parto da forma sonhada.
  • ajuda os clientes a compreenderem os jargões médicos.
  • ajuda com a decisão do tipo de parto.
  • acompanha a família nas horas antes do nascimento.
  • ajuda na adaptação após o parto.
  • contribui para a redução do estresse das mães.
  • transmite confiança e ensina técnicas para que a mulher consiga amamentar ou ordenhar o leite.
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Qualquer mulher com mais de 18 anos pode ser doula, inclusive quem não é profissional da saúde. Não é fundamental que seja mãe, mas a experiência da maternidade com certeza traz um componente especial à relação doula-gestante. Não precisa ter tido parto normal para ser uma boa doula.  Para tornar-se uma doula o mais comum é fazer um curso e depois começar a praticar.

Outra possibilidade é fazer o caminho autodidático, baseado em leituras e atendimentos, mais adequado para quem já tem contato prévio com gestantes (exemplo professoras de yoga, terapeutas corporais, fisioterapeutas).

Muitas doulas também escolhem se formar em yoga. A prática na gestação reforça o sistema nervoso, melhora a circulação sanguínea, favorece a digestão, dá às mulheres mais autoconfiança e paciência. No pós-natal o yoga ajuda a reposicionar os órgãos femininos. No curso de formação online de instrutores de yoga um dos módulos é inteiramente dedicado às gestantes. Saiba mais em: