Nozes e o tratamento do câncer

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As nozes são oleaginosas populares, sendo consumidas principalmente cruas ou torradas. São ricas em nutrientes e compostos bioativos protetores como ácido gálico, ácido clorogênico e ácido elágico. O consumo de nozes aumenta a saciedade (por isso ajuda a emagrecer), controla o LDL, o colesterol “ruim” (Rock et al., 2017) e ainda reduz o risco de câncer de mama e cólon. Também melhora a sobrevida, pois reduz o crescimento de tumores (Nagel et al., 2012; Heuvel et al., 2012).

Cientistas da Ewha Womans University, da Universidade Nacional de Seul e da Universidade de Sungkyunkwan, na Coréia do Sul, estudaram a capacidade do extrato de noz em exterminar células-tronco cancerígenas. No laboratório, eles isolaram células-tronco de câncer de cólon de um paciente e as expuseram ao extrato de noz. Após dois dias de exposição, o número de células-tronco cancerosas tratadas com extrato caiu 34%. Por seis dias, houve uma surpreendente supressão de 86% do crescimento de células-tronco cancerígenas! O efeito potente das nozes nas células-tronco do câncer pode ajudar a explicar os resultados do estudo de 826 pacientes com câncer de cólon em estágio 3 que tiveram uma chance 57% menor de morte e uma probabilidade 42% menor de recorrência do câncer associada à ingestão de nozes (Lee et al., 2016).

Este achado intrigante ainda precisará ser melhor estudado. Porém este dado está em acordo com o que outros estudos têm mostrado sobre os benefícios das oleaginosas. As nozes, outras sementes e castanhas são super fáceis de transportar e matam a fome direitinho. Vai curtir o feriado de carnaval. Que tal colocar algumas sementes e castanhas em um guardanapo e levar com você?

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Oleaginosas para uma microbiota intestinal saudável

Nossa microbiota intestinal exerce grande influência em nossa saúde. As bactérias e bacteróides presentes no intestino produzem substâncias que nos protegem. Mas como são seres vivos precisam também de nutrientes, fibras e água. 

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Um grupo de alimentos interessante para ter no seu cardápio semanal é o da oleaginosas. Castanhas, nozes e sementes podem ser usadas pelas bactérias boas que ajudam a manter o intestino saudável e desinflamado. Com bastante bactéria boa colonizando o trato digestório microorganismos patogênicos permamecem longe. Assim, o risco de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares é reduzido (Lamuel-Raventos & Onge, 2017; Ukhanova et al., 2014; Hernández-Alonso et al., 2017)

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

4 castanhas por mês reduzem o colesterol ruim e aumentam o colesterol bom

Você sabia que o consumo de meia castanha do Brasil (também chamada castanha do Pará) ao dia pode melhorar seu perfil lipídico, reduzindo o colesterol plasmático? Mas precisa ser todo dia? Não, um estudo brasileiro (Colpo et al., 2013) mostrou que o consumo de 4 castanhas de uma única vez (no lanche por exemplo) tem o mesmo efeito. E este é mantido por 30 dias! Um dos responsáveis por este efeito parece ser o selênio, mineral que atua em enzimas importantes para a neutralização de radicais livres. 

Outro estudo brasileiro publicado este ano também mostrou que o consumo de 1 castanha do Brasil por 3 meses contribuiu para o aumento das enzimas glutationas, aumento das enzimas destoxificantes tipo nrf2 e redução da inflamação em pacientes submetidos a hemodiálise (Cardozo, Stockler-Pinto e Mafra, 2016).

E o consumo maior? Teria melhor efeito? Provavelmente não, pois a castanha é muito rica em selênio. Na verdade, uma única castanha já fornece 70 a 90 mcg de selênio (podendo chegar a 200mcg), excedendo a quantidade recomendada para pessoas acima de 14 anos de idade (55 mcg/dia).

O excesso de selênio pode causar diarreia, fadiga, perda de cabelo, dores articulares, descoloração das unhas, nauseas (MacFarquhar et al., 2010) e até danos hepáticos (Aldosary et al., 2012).

Leia também:

+ Castanha do Brasil: a melhor fonte de selênio

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Castanhas previnem complicações em diabéticos

Pesquisa publicada na revista Diabetes Care, mostrou que o consumo de 56 gramas de castanhas diariamente, em substituição a carboidratos simples da dieta, melhoram o controle glicêmico e lipídico no diabetes 2, o tipo mais comum da doença. Castanhas variadas, sem sal, diminui o colesterol "ruim" LDL, e a hemoglobina glicada, um marcador de controle glicêmico, em até 2/3.

Apesar de muitas pessoas terem medo de consumir castanhas por serem calóricas, a substituição de lanches com carboidratos (no caso do estudo, foram utilizados muffins) por castanhas, não contribui para o ganho de peso. Outros estudos já demonstraram o mesmo anteriormente.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/