Envelhecer com um cérebro saudável

O cérebro é o órgão do corpo mais dependente de energia. Consome 20% de todo ATP usado em um dia e é particularmente sensível à inflamação. Muitas pesquisas focam hoje no entendimento da alta suscetibilidade do cérebro ao envelhecimento. A idade avançada é o maior fator de risco para a maioria dos distúrbios neurodegenerativos. Mas quando o cérebro começa a envelhecer? E o que podemos fazer para retardar o processo? Este tema é o assunto do vídeo de hoje:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Cérebro saudável = cérebro desinflamado

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Neuroinflamação e depressão

Existem evidências de que o estresse oxidativo elevado é uma das causas para a depressão. A neuroinflamação causada por radicais livres circulando em excesso no cérebro precisa então ser tratada. Algumas estratégias mostram-se eficazes como o maior consumo de frutas e verduras (alimentos ricos em antioxidantes), a exclusão do glúten e suplementação de probióticos para o tratamento da disbiose intestinal, a suplementação de B9, B12 e ômega-3.

Sabemos, por exemplo, que pessoas com maiores níveis de carotenóides no plasma apresentam menos sintomas depressivos do que pessoas com baixas concentrações deste pigmento encontrado em vegetais e frutas alaranjados e amarelados (Beydoun et al., 2013).

Licopeno, um dos pigmentos da família dos carotenos, encontrado em alimentos como melancia e tomates, mostra-se protetor contra sintomas depressivos (Niu et al., 2013). O interessante é que apenas os antioxidantes vindos dos alimentos parecem ter este efeito benéfico, mas não os antioxidantes das cápsulas de suplementos antioxidantes (Payne et al., 2012).

Baixos níveis de folato (vitamina B9) também associam-se a maior neuroinflamação e depressão. Vegetais verde escuros são ricos em folato. Contudo, algumas pessoas não conseguem converter o folato em sua forma ativa necessitando de suplementação de ácido folínico ou metil cobalamina afim de protegerem o cérebro (GilbodyLightfootSheldon, 2007; Petridou et al., 2016).

A neuroinflamação também aumenta o risco de Alzheimer. Para reduzir a inflamação corporal como um todo e a do cérebro por meio da alimentação busque a orientação de um nutricionista.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Suplementos investigados para a prevenção do Alzheimer e Parkinson

Ainda não se sabe ao certo como doenças neurológicas como Parkinson e Alzheimer se desenvolvem, mas a genética e fatores ambientais parecem se combinar influenciando o surgimento e progressão das mesmas.

No que tange à genética, polimorfismos da enzima MTHFR devem ser investigados (Hua, Zhao e Kong, 2011). Tais mudanças de forma da enzima levam a sua menor efetividade e aumento do risco de Alzheimer e Parkinson. No caso de polimorfismos a suplementação de vitamina B9 em sua forma ativa ou na forma de ácido folínico é muito importante.

A excessiva formação de placas de amilóide no cérebro é uma característica comum em pessoas com doença de Alzheimer. As placas consistem de pequenas proteínas cuja atividade normal de fato protege o cérebro contra o stress oxidativo. Contudo, estudos sugerem que uma forma solúvel de beta-amilóide aumenta o risco de Alzheimer. Neste sentido, o reforço do sistema imunitário é muito importante e a suplementação de zinco e probióticos vem sendo proposta (Bhattacharjee e Lukiw, 2013; Brewer, 2014).

Estudos mais recentes mostram que a melatonina, hormônio do sono, pode também inibir a formação de placas de beta-amilóide, possivelmente prevenindo a doença de Alzheimer. A produção de melatonina pela glândula pineal requer escuridão. Por isto, ao ir para a cama, deixe o quarto bem escuro.

Em um modelo de doença de Parkinson em camundongo, a suplementação de melatonina por 9 semanas retardou a degeneração de neurônios, reduziu a peroxidação lipídica e melhorou a atividade locomotora (Singhal et al. 2011). Em estudo publicado em 2016 resultados similares foram observados com modelo de Parkinson em peixes-zebra. 

Pesquisadores identificaram que a melatonina ajudou a restaurar funções celulares afetadas pelo Parkinson em peixes-zebra. De acordo com os autores do estudo, a melatonina poderia ajudar no processo de recuperação de movimentos complexos e coordenados. O estudo analisou o processo de morte neuronal dopaminérgica, neuroinflamação e dano mitocondrial, que são considerados as três principais alterações fisiopatológicas do Parkinson. Os peixes que foram submetidos ao tratamento com melatonina foram capazes de recuperar a função dopaminérgica normal. Verificou-se também que os embriões conseguiam recuperar-se do dano mitocondrial (Díaz-Casado et al., 2016).

Contudo, os resultados são contraditórios, não tendo sido encontrados em outros estudos. Mesmo assim, no Brasil, a melatonina já pode ser suplementada por médicos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/