Enchentes na Índia matam quase 400 pessoas

O aquecimento global corresponde ao aumento da temperatura média terrestre, causado pelo acúmulo de gases poluentes na atmosfera. O século XX foi considerado o período mais quente desde a última glaciação. Houve um aumento médio de 0,7°C nos últimos 100 anos. Neste século as coisas se repetem. Infelizmente, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão responsável por estudos sobre o aquecimento global, acredita que o cenário para as próximas décadas é de temperaturas ainda mais altas.

Consumimos bens demais, as fábricas estão a todo o vapor, as geleiras continuam derretendo e as enchentes continuam matando. Desta vez foi a vez da Índia enfrentar chuvas que deixaram quase 1,5 milhão de pessoas desabrigadas.

Equipes de resgate continuam trabalhando em Kerala, região mais afetada. As perdas de infraestrutura contabilizam mais de 3 bilhões de dólares. Na saúde pública a preocupação é evitar que doenças se espalhem pela água.

Estamos longe mas contribuímos para o aquecimento global, que pode gerar catástrofes e atingir pessoas do outro lado do mundo. Para reduzir sua pegada ecológica pense em seu consumo:

  • Compre apenas o que precisa. E use tudo o que tem!
  • Opte por sacos reutilizáveis e reutilize sacos plásticos e de papel. Tenha uma embalagem sempre com você em sua bolsa, em seu carro, na sua mochila. 
  • Recicle - inclusive roupas, brinquedos, ou objetos que já não usa.
  • Não jogue comida fora. Compre apenas o que for comer. Vai estragar? Antes disso, leve para o trabalho ou escola e divida o lanche com os colegas.
  • Mude sua alimentação. Consuma mais alimentos naturais e menos alimentos processados, empacotados ou que vem de longe. Quanto mais alimentos importados consumimos mais contribuímos para a poluição, visto que os mesmos precisarão ser transportados. Observe também seu consumo de alimentos de origem animal e industrializados. Saiba mais no vídeo:
  • Reduza seu consumo de água. 
  • Use mais os transportes públicos. Um ônibus polui menos do que 50 carros. Se preferir, vá a pé ou de bicicleta.
  • Aniversários e outras comemorações? Presenteie com experiências. Que tal ao invés de comprar mais bugingangas presentear com um ticket para o teatro, um show, uma entrada para o futebol...
  • Lembre de apagar as luzes se não estiver precisando das mesmas.
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Vaca medicada emite mais metano

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No gado, antibióticos servem para combater infecções. Hormônios são usados para acelerar o crescimento. Porém, estudos mostram que animais medicados produzem mais metano, acelerando as mudanças climáticas. A descoberta é de pesquisadores da Universidade do Colorado. Os mesmos fizeram a análise de vacas que tomaram tetraciclina, um antibiótico leve. Eles perceberam que o estrume das mesmas emitia o dobro de metano das vacas não medicadas. 

O que acontece é que os antibióticos matam as bactérias boas presentes no trato digestório. Com isso, crescem aquelas que produzem gases como o metano, um dos grandes vilões do efeito estufa.

A opção é o método biodinâmico, uma alternativa para a produção de carnes e laticínios sem antibióticos, hormônios, micotoxinas e agrotóxicos. Este método trata o solo, as plantas e a pecuária conjuntamente. Os animais, por exemplo, podem ser tratados, quando necessário, com fitoterapia e homeopatia. No processo biodinâmico a pasteurização do leite é feita ainda de forma bem lenta, para que vitaminas lipossolúveis e enzimas não sejam perdidas. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Primeira semana sem carne de 2018

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Desejo a você um ano especial, recheado de boas coisas. Desejo também que neste ano possamos cuidar mais de nosso entorno para que nossos filhos e netos tenham água limpa por toda a vida. O que comemos impacta o meio ambiente. O consumo de carne, por exemplo, consome vários recursos naturais.

Para que um boi produza 1 kg de proteína, usa 15.000 litros de água e consome entre 10 e 16 kg de cereais. Para conseguir visualizar melhor lembre que para a produção de 100 gramas de carne são necessárias 22 tigelas de cereais.

Assim, consumindo menos carne você protege a sua saúde e a do meio ambiente de uma só vez. E hoje é um bom dia para começar, especialmente se tiver consumindo muitas carnes nas festas de final de ano. Inclua mais frutas, verduras, cereais integrais, sementes, castanhas e gorduras boas na sua dieta. 

O ser humano pode prosperar seguindo uma variedade de dietas, com ou sem carnes, a opção depende da rotina, hábitos, preferências, crenças de cada um. Várias dietas podem ser saudáveis se bem balanceadas e a dieta vegetariana é uma delas. Mas você não precisa se tornar vegetariano se não desejar. Mas não consuma carnes em excesso. A moderação em todas as coisas é um caminho bom a se trilhar.

Um bom ano para você!

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Impacto das mudanças climáticas na produção de alimentos

O impacto da mudança climática sobre a produção alimentar poderá causar em 2050 cerca de 529 mil mortes a mais no mundo. Chuvas, secas, enchentes, ciclones, ondas de calor ameaçam a segurança alimentar, levando a uma queda nos rendimentos agrícolas e aumento dos preços dos alimentos.

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Estudos mostram que as mudanças climáticas poderão causar a diminuição na disponibilidade alimentar de 3,2% por pessoa, ou seja, 99 quilocalorias por dia. Isso teria por efeito reduzir em 4% (14,9 g por dia) o consumo de frutas e legumes, e em 0,7% (0,5g por dia) o de carne.

A queda no consumo de frutas e legumes e, portanto, de vitaminas, poderá sozinha provocar 534 mil mortes a mais no mundo em 2050. O número de pessoas com magreza excessiva, que apresentarão um maior risco de morte, também aumentará sensivelmente. Essas situações de carência em vitaminas e minerais geram mais doenças e causariam 266 mil mortes a mais em 2050. 

Os países de renda baixa e intermediária muito provavelmente serão os mais afetados, especialmente os do Pacífico ocidental e do Sudeste Asiático, regiões particularmente vulneráveis às mudanças climáticas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/