Dieta cardioprotetora: proteja todos os vasos que chegam ao coração e ao cérebro

O sistema circulatório ou cardiovascular é formado pelo coração e pelos vasos sanguíneos. É responsável pelo transporte de todos os nutrientes e do oxigênio para as diversas partes do corpo. A dieta cardioprotetora acaba sendo responsável pela saúde de todo o corpo já que todas as células dependem de compostos que chegam pela circulação para que possam funcionar adequadamente.

Quando os vasos (artérias, veias e capilares) ficam doentes aparecem muitas doenças. As mais comuns são as cardiovasculares, incluindo infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC). Uma vez que estas doenças são responsáveis por 33% das mortes entre adultos, atitudes que protegem os vasos são fundamentais. Não fumar, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, controlar a pressão sanguínea, os níveis de gorduras e açúcar no plasma e fazer atividade física são as principais estratégias para manter coração e cérebro saudáveis.

Em relação à dieta muitos caminhos são possíveis mas todos passam pelo aumento do consumo de frutas, verduras, castanhas, nozes, sementes, azeite extra virgem, leguminosas e ervas com propriedades antiinflamatórias. Entre as dieta mais cardioprotetoras estão a dieta mediterrânea e a vegetariana. Tais dietas associam-se com menor risco de diabetes mellitus, doenças cardiovasculares e demência em idosos. O consumo adequado de alimentos com perfil antiinflamatório associa-se também ao melhor desempenho cognitivo (Petersson & Philippou, 2016).

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A Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo de pelo menos três a cinco porções de frutas diariamente, mas grande parte da população brasileira não consome sequer um exemplar do alimento ao dia. Legumes e verduras também devem estar presentes nas principais refeições do dia, totalizando quatro ou cinco porções diárias. Estes grupos de alimentos fornecem vitaminas antioxidantes, minerais, fibras, água e fitoquímicos. O Brasil é um país com enorme variedade, tanto de frutas quanto de verduras. Para quem não gosta o segredo é fazer saladas de frutas, suco verde, bolinhos de legume com aveia.

Aliás, a aveia é um cereal extremamente benéfico para o coração. Possui um tipo de fibra solúvel (betaglucana) que reduz a absorção de colesterol e açúcares, favorecendo a saúde cardiovascular. Lembre, entretanto, que ao aumentar o consumo de fibras você deve aumentar também o consumo de água. Se não o fizer corre o risco do intestino ficar mais preso e cheio de gases.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

TDAH e dieta mediterrânea

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O padrão alimentar mediterrâneo que faz bem é aquele rico em verduras, legumes, frutas, cereais integrais, castanhas, sementes, azeite, peixes ricos em ômega-3. Esta dieta beneficia, crianças, adultos e idosos reduzindo o risco de doenças cardiovasculares, Alzheimer e diabetes. Agora, a dieta também começa a ser investigada como uma alternativa para o tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

As causas do TDAH continuam a ser debatidas. Não foi descoberta nenhuma deficiência genética ou química do cérebro que seja universalmente aceita pela comunidade médica. Além disso, alguns fatores contribuintes, como dieta, atividade física e dinâmica familiar variam entre os indivíduos diagnosticados. Por isso, os resultados das pesquisas que relacionam alimentação/suplementação para o tratamento do transtorno também são muito variáveis.

A Espanha é um país banhado pelo mediterrâneo. Mas, como em todo país ocidental industrializado, o consumo de alimentos processados aumenta ano a ano. Com isso, crescem também o número de casos de pessoas diagnosticadas com TDAH. Estudo recente mostrou que crianças e adolescentes espanhóis com TDAH consomem doces e alimentos fast food com mais frequência. Também consomem menos frutas, verduras e peixes ricos em ômega-3. A dieta não vai curar o TDAH mas poderá contribuir para a redução de alergias, intolerâncias, dores e outras questões que afetem o comportamento. Também melhora a chegada de nutrientes importantes para a produção de neurotransmissores no cérebro.

Os autores relatam, entretanto, que o papel da família e da sociedade não pode ser descartado. No mesmo estudo, crianças vivendo em ambiente familiar disfuncional tiveram um risco aumentado para TDAH. Por isso, muitos estudos nestas áreas ainda são necessários. De qualquer forma, um ambiente alimentar e familiar funcionais não deixam de ser imprescindíveis por toda a vida (Ríos-Hernández et al, 2017).

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Existe mesmo uma dieta mediterrânea?

Doenças cardíacas são a principal causa de morte entre adultos na maior parte do mundo. É mais comum em pessoas com sobrepeso e obesidade, sedentárias e inflamadas (proteína C reativa elevada).

Fazer atividade física regular, ficar longe do cigarro, manter um peso saudável e um corpo desinflamado (aumentando o consumo de frutas, verduras e ervas, principalmente) são as principais estratégias para a prevenção do ataque cardíaco e do acidente vascular cerebral ou derrame.

Não há um alimento mágico que resolva tudo. Muito mais importante do que o alimento da moda que a indústria quer ter vender, muito mais importante do que qualquer nome de dieta que possa imaginar é a variedade de vegetais durante a semana. Consumir mais alimentos naturais e menos alimentos empacotados é uma das melhores estratégias. Não deixe-se enganar por embalagens com frases lindas como "ingredientes 100% naturais", "baixo teor de gordura", "baixo teor de açúcar", "orgânico", "limpo", "livre disso ou daquilo". Alimentos saudáveis mesmo não precisam de rótulos. Ou já viu uma maçã com a inscrição “100% fruta?", uma folha de alface com o rótulo “totalmente natural"?

A dieta mais pesquisada em relação à saúde cardiovascular é a mediterrânea.

Mas existe uma dieta mediterrânea?

O mar mediterrâneo está localizado entre a Europa e a África. Suas águas comunicam-se com as do oceano Atlântico pelo estreito de Gibraltar e com o mar vermelho pelo canal de Suez. As águas do Mediterrâneo geralmente são quentes devido ao calor vindo do deserto do Saara, fazendo com que o clima das zonas próximas seja mais temperado (clima mediterrâneo).

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São 22 os países banhados pelo mediterrâneo: Albânia, Argélia, Bósnia e Herzegovina, Chipre, Croácia, Egito, Eslovênia, Espanha, França, Gibraltar, Grécia, Israel, Itália, Líbano, Líbia, Malta, Marrocos, Mônaco, Montenegro, Síria, Tunísia e Turquia. Todos estes países são bastante diferentes entre si e possuem também dietas diferenciadas. Assim, podemos dizer que existe uma dieta mediterrânea?

Pois é, na verdade existem diferentes dietas mediterrâneas ou um padrão alimentar mediterrâneo. Existem certos componentes que são similares como o maior consumo de azeite, peixes, frutas e verduras. Portugal, por exemplo, não está banhado pelo mediterrâneo mas o país possui características de temperatura e produção de alimentos similar aos países do mediterrâneo. E segue a dieta mediterrânea? Bom, falo sobre este tema e o que seria esta dieta no vídeo de hoje. Clique para assistir:

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

A controvérsia das estatinas

As estatinas são drogas prescritas por cardiologistas para a redução do colesterol. Apesar das alegações das indústrias farmacêuticas a respeito da importância do uso das estatinas no tratamento das dislipidemias, o que se observou ao longo dos anos foi que a redução do colesterol com o uso do medicamento não foi acompanhada de redução na mortalidade dos pacientes usuários. Ademais, estudos recentes mostram que o uso crônico de estatinas aumenta o risco de diabetes e reduz a capacidade cognitiva (Dubroff e Lorgeril, 2015; Kaess e Vasan, 2011; Ray et al., 2010).

Hoje, a conduta é não deixar lipoproteínas (como o LDL-c) se oxidarem. Ou seja, não deixar que as mesmas percam elétrons. Como fazer isso? Com uma alimentação rica em vitaminas, minerais e fitoquímicos. Dietas ricas em frutas, vegetais e pobres em açúcares, carboidratos refinados e carnes vermelhas (como a mediterrânea e a vegetariana) vem sendo indicadas. Estudos mostram que as mesmas possuem um papel importante na prevenção do câncer, diabetes, doença de Alzheimer e problemas cardiovasculares.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/