Má digestão: será hipocloridria?

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A hipocloridria é caracterizada pela diminuição na secreção de ácido clorídrico pelo estômago. O ácido clorídrico é fundamental para digestão de proteínas e para a boa absorção de ferro, zinco, ácido fólico e vitamina B12. Pessoas que produzem menos ácido clorídrico ou que tomam antiácidos indiscriminadamente estarão mais susceptíveis a bactérias nocivas como o Helicobacter Pylori. 

Com a má digestão aparecem também como sintomas a eructação (arrotos devido a fermentação da comida mal digerida no estômago, especialmente carnes), azia ou queimação, distensão abdominal (a barriga fica inchada), dor após a refeição, diarréia ou constipação (intestino preso), sensação de empachamento após comer, mau hálito ou presença de restos de comida nas fezes.

A hipocloridria pode ser causada por inúmeros fatores como doenças auto-imunes, alimentação pobre em zinco e vitamina B6, consumo excessivo de gorduras e açúcares, estresse, abuso de bebidas alcoólicas e uso contínuo de medicamentos como omeprazol.

Café, chás com cafeína (como mate e preto), chocolate, consumo excessivo de gordura, refrigerantes, água com gás, laticínios e soja também podem agravar os sintomas. A solução de ácido clorídrico a 5% pode melhorar os sintomas. Em geral utiliza-se 1 gota para cada 50 ml de água durante as refeições. Se tudo ocorrer bem no 2o dia utiliza-se 2 gotas para 50 ml de água, mas procure seu nutricionista para avaliação e individualização.

Claro, quem tem hipercloridria não vai poder usar, vai doer, machucar! Por exemplo, quem toma sumo de limão puro e passa mal geralmente tem hipercloridria e não hipo. Quem se dá super bem com o sumo de limão puro tem normo ou hipocloridria. E para hipocloridria vale também usar ervas como hortelã, alecrim, erva-doce que melhoram o quadro. Mais sobre o estômago:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Uso de ervas e temperos reduz o risco de câncer

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O câncer é uma doença multifatorial. Seu desenvolvimento pode ser desencadeado por fatores internos (genéticos) ou fatores externos. 

Os fatores externos são classificados em 5 grupos:

Grupo 1 - Substâncias causadoras de câncer. Atualmente 120 substâncias fazem parte deste grupo como acetaldeído, aflatoxinas, alumínio, arsênico, asbestos, benzenos, benzopirenos, álcool, formaldeído, helicobacter pylori, vírus da hepatite B e C, HIV-1, HPV, radiação ionizante, carnes processadas, plutônio, rádio-224, rádio-226, rádio-228, rádio-222, infecção por Schistosoma haematobium, radiação solar, tamoxifeno, tabaco, radiação UV, radiação X e gama. 

Grupo 2a - Prováveis carcinogênicos. Atualmente 81 substâncias fazem parte deste grupo como acrilamida, esteródies androgênicos anabólicos, cloral, cloramfenicol, cobalto, dietil sulfato, dimetil sulfato, glifosato, malária, chumbo, nitropireno, nitrotolueno, carne vermelha, tetrafluoroetileno, bebidas muito quentes (acima de 65oC), DDT.

Grupo 2b - Possivelmente carcinogênicos. Atualmente 299 substâncias fazem parte do grupo incluindo: fenobarbital, para-aminoazobenzeno, ácido dimetilarsênico, fenolftaleína, ácido dicloroacético, naftalina, nitrobenzeno, furan.

Grupo 3 - Sem classificação (poucas pesquisas ou pesquisas inconclusivas). Atualmente 502 substâncias fazem parte deste grupo incluindo: fenilbutazona, 6-mercaptopurina, reserpina, actinomicina D, sulfametazina, colesterol, metotrexato, nitrofural, anilina, ampicilina, etileno, cloroetano, bromoetano, ácido acrílico, fenantreno, eugenol.

Grupo 4 - Provavelmente não carcinogênicos: caprolactama, composto usado na produção de nylon-6.

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Como podemos perceber existem muitos compostos carcinogênicos e provavelmente carcinogênicos aos quais estamos expostos. Desta forma, além de minimizar a exposição precisamos de estratégias que reduzam o risco destas substâncias se tornarem bioativas causando câncer.

Ervas e temperos atuam reduzindo a : (1) ação de micróbios, (2) oxidação de membranas (perda de elétrons), (3) inflamação; (4) bioativação de carcinógenos; (5) tumorigênese (formação de tumores).

Traduzido por Andreia Torres de  Kaefer, & Milner, 2008

Traduzido por Andreia Torres de Kaefer, & Milner, 2008

Muitas ervas e temperos são ricos em compostos fenólicos com ações antioxidantes, antiinflamatórias, anticancerígenas, antifúngicas, antibacterianas e antiparasitárias, como as mostradas na tabela a seguir:

Traduzido por Andreia Torres de  Opara e Chohan, 2014.

Traduzido por Andreia Torres de Opara e Chohan, 2014.

Utilize mais temperos frescos em suas preparações. Seguem algumas combinações em pratos vegetarianos e não vegetarianos:

  • Açafrão: intensifica o sabor de molhos, carne vermelha, frango, peixes, arroz, sopas, legumes e verduras cozidos.

  • Alecrim: pães, sopas, carnes, molhos e legumes.

  • Cravo: doces (banana, abóbora, canjica), conservas, carne de caça, purê de legumes (batata doce, beterraba, cenoura, abóbora).

  • Canela: doces, purê de banana, purê de maçã, bolos, pães, biscoitos, carne moído, molho de carne.

  • Coentro: camarão, molhos à base de limão, moquecas de peixe e frutos do mar.

  • Semente de coentro: podem ser usadas cruas, tostadas, inteiras ou moídas. Podem ser usadas em temperos que combinam com carnes, cogumelos, bolos, tortas, biscoitos e compotas e frutas.

  • Endro: marinar pescados, aromatizar molhos e dar potência a conservas de peixes e legumes, picles, vinagres e maioneses.

  • Gengibre: sucos, caldos, sopas, molho para salada, frutos do mar, legumes, quentão.

  • Hortelã: chás, sucos, molhos, geleias, assados e grelhados.

  • Louro: sopas, peixes, feijão, legumes e lombo assado.

  • Manjericão: molhos e carnes em geral.

  • Noz-moscada: com abóbora, com sopas, no espinafre, em massas, caldos, molho branco, risotos, pratos indianos, tortas, bolos, pudins, doces com baunilha, cappucchino, café com leite, leite de soja.

  • Orégano: pizzas, saladas com tomate e pratos à parmegiana.

  • Salsinha: bolinhos, ensopados, recheios de tortas, sopas, caldos, filés grelhados, sopas quentes e frias, purê e salada de batatas.

  • Sálvia: combina com carne de porco, pato, ganso, aves, canja, cebola, tomate, cogumelos, berinjela, panquecas, pães, biscoitos, polenta, pratos com batata e massas.

  • Tomilho: carnes, feijão, sopas, saladas, frutos do mar, patês, legumes e frutas na forma de compotas, molho de tomate.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Tratamentos naturais para a dor de estômago

Todo ano doo sangue no hemocentro de Brasília. Mas para minha surpresa este ano quando cheguei lá não pude fazer a doação pois meu hematócrito (percentual de células vermelhas no sangue) foi medido e estava abaixo do nível mínimo recomendado. Nem acreditei, minha dieta é ótima! Enfim, comprei um suplemento de ferro para solucionar o problema e as dores de estômago também apareceram pela primeira vez. E que coisa chata!

Precisei trocar o suplemento comprado na farmácia por um ferro quelado manipulado e também adotei algumas medidas que acabaram de vez com a dor:

1) Chá de espinheira-santa duas vezes ao dia. As folhas da planta Maytenus ilicifolia possuem propriedades antiinflamatórias, aliviando sintomas da gastrite e de úlceras estomacais. Realmente o alívio é imediato.

2) Aloe vera: 1 colher de sopa, duas vezes ao dia. O extrato de aloe vera é extraído da folha da babosa orgânica. Possui propriedades antiinflamatórias, antibióticas e cicatrizantes. 

Pronto, dois dias de tratamento e problema resolvido. Mas existem outras causas para a dor de estômago como consumo excessivo de alimentos, café ou bebidas alcoólicas, estresse, tabagismo, infecção pela bactéria Helicobacter Pilori e câncer. Por isto, se a sua dor é persistente não deixe de consultar um gastroenterologista para afastar doenças que exijam o uso de medicamentos ou outras terapias.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Excesso de sal = úlcera no estômago?

Cientistas da Uniformed Services University of the Health Sciences (USU) descobriram que dietas ricas em sal podem aumentar a virulência do patógeno Helicobacter pylori (H. pylori), o qual é a causa mais comum de úlceras no estômago e no duodeno.

A pesquisa foi apresentada no dia 22 de maio, no 107º encontro da Sociedade Americana de Microbiologia, realizado em Toronto no Canadá.

O H. pylori é uma bactéria espiralada que vive no ambiente ácido do estômago e do duodeno. A infecção com o H. pylori também causa gastrite e aumenta o risco de câncer de estômago.

Nesta pesquisa, os cientistas observaram que a bactéria se alonga quando as concentrações de sal no estômago são altas, estimulando ainda a transcrição de dois genes responsáveis pela maior virulência da bactéria.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/