Esteatose Hepática: Gordura no fígado

O acúmulo de gordura no fígado tem diversas causas e consequências. Conheça mais neste podcast que fala também do tratamento da esteatose.

Artigo recomendado:

Lustig (2013). Fructose: it's "alcohol without the buzz". Advances in Nutrition. Disponível em: www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3649103/

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Dieta e esteatose hepática

A esteatose hepática é uma condição em que uma grande quantidade de gordura se acumula no fígado prejudicando o funcionamento do mesmo. O órgão é indispensável à vida, sendo o grande responsável pelo metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios e pela desintoxicação do corpo. Assim, mal estar, dor na parte superior do abdome ou desconforto após as refeições podem aparecer como sintomas precoces do problema. A esteatose pode ser revertida porém, se não tratada, pode evoluir para destruição progressiva do fígado. As principais causas da esteatose são o consumo excessivo de álcool, a obesidade, o diabetes mellitus não controlado, o consumo excessivo de calorias, carboidratos e gordura.

Assim, o tratamento, em geral, envolve emagrecimento, redução do consumo calórico, redução do consumo de gorduras e aumento de alimentos antiinflamatórios no cardápio. O consumo de frutose também precisa ser diminuído por isto açúcares, doces, massas, refrigerantes, sucos adoçados e frutas com alta carga glicêmica ficam fora da dieta.

A quercetina presente na maçã, cebola e brócolis, contribui para a recuperação do órgão. O gengibre também possui substâncias antiinflamatórias que suprimem o NFKb, assim como a curcumina presente no açafrão. Chás, como o de erva-mate sem açúcar, também reduzem a inflamação. Suplementos  muito pesquisados e utilizados incluem a silimarina e a acetilcisteína.

A dra. Maria Inês Faviere indica ainda em seu livro (em promoção na livraria Florence) o consumo de frutas com propriedades antioxidantes, principalmente as ricas em vitamina C (acerola, amora, abacaxi, kiwi, limão, laranja, tangerina), alimentos ricos em ômega-3 (atum fresco, algas, arenque, anchova, bacalhau, cavala, linguado, salmão, sardinha, truta), selênio (castanhas), ácido alfa lipóico (espinafre) e colina (alface, broto de alfafa, couve-flor, cogumelos, cenoura, lêvedo de cerveja, aveia). Indica ainda o consumo de aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA), presente no caju, no ovo, nos peixes, queijos, sementes de gergelim e abóbora, cogumelos e na castanha do Brasil. Outros aminoácidos importantes para o restabelecimento do fígado são a cisteína, a taurina e a metionina, presentes em carnes em geral, pescados, laticínios, clara de ovo, leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, soja) e oleaginosas (amendoim, castanha do Brasil, castanha de cajú).

O ideal é dar preferência aos alimentos pois alguns suplementos tem sido associados a lesões no fígado. Por isto, sempre consulte seu nutricionista antes de iniciar o consumo de qualquer produto ou erva.

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Lustig (2013). Fructose: it's "alcohol without the buzz". Advances in Nutrition. Disponível em: www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3649103/

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Restrição calórica é importante para tratamento da esteatose hepática

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Estudo publicado na revista Gastroenterology mostrou que a restrição calórica provoca modificações no fígado e no metabolismo do músculo esquelético. Se a dieta contiver menos carboidratos as melhorias no perfil lipídico do fígado podem ser ainda maiores. Um dos problemas relacionados à obesidade e à resistência à insulina é a esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado).

Para os que estão acima do peso o  tratamento exige o emagrecimento e a melhoria da qualidade da alimentação. O emagrecimento sempre causa redução do conteúdo de gordura intra-hepático e melhoram a sensibilidade à insulina, porém estudos mais recentes têm demonstrado que no tratamento da esteatose, dietas com menos carboidratos são mais eficientes.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Emagrecimento melhora saúde do fígado

A esteatose hepática é uma condição na qual uma grande quantidade de gordura se acumula no fígado prejudicando o funcionamento do mesmo. As principais causas da esteatose são o consumo excessivo de álcool, a obesidade, o diabetes mellitus não controlado, o consumo excessivo de calorias, carboidratos e gordura.

Medicamentos sozinhos não resolvem os problemas. Geralmente mudanças no estilo de vida também fazem-se necessárias, principalmente quando o assunto é a perda de peso, as dislipidemias e a esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado).

A figura abaixo foi publicada na revista Nature (Parekh et al, 2015). Mostra que a resistência à insulina reduz a saciedade, aumenta a inflamação de células de gordura, reduz a capacidade de queima de gordura na musculatura e uma queda na produção de butirato no intestino, que eleva a produção de hormônios que geram o acúmulo de gordura.

Segundo os autores do artigo, o desequilíbrio da flora intestinal também é um problema pois pode gerar aumento da síntese de ácidos graxos de cadeia curta (acetato e proprionato) levando a um aumento de gordura no fígado.

De acordo com estudo, publicado na edição de janeiro de 2009 do Hepatology, a perda de peso de apenas 9% pode reverter a esteatose hepática não-alcoólica. Além de reduzir a quantidade de gordura no órgão a redução do peso também diminui a resistência à insulina e a inflamação e aumenta os níveis de adiponectina (uma proteína antiinflamatória).

Artigo recomendado:

Lustig (2013). Fructose: it's "alcohol without the buzz". Advances in Nutrition. 1;4(2):226-35. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23493539

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/