Quem gosta de pistache?

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Castanhas e sementes são cheios de benefícios à saúde. O pistache é nativo do sudoeste asiático e de países árabes. É bastante presente na culinária de países como Irã, Síria, Israel e Palestina. No ocidente a região de maior cultivo é a Califórnia, nos Estados Unidos. 

Estudos mostram que o consumo de pistache pode ajudar na atividade antioxidante e anti-inflamatória, no controle glicêmico e na função endotelial, reduzindo o risco de doenças cardíacas

Por ser rico em fibras, aminoácidos e ácidos graxos contribui para a saciedade e controle do peso. Também é fonte de potássio, magnésio, vitamina K, vitamina E e fitoquímicos como luteína, zeaxantina e antocianinas. A luteína e a zeaxantina contribuem para a saúde dos olhos, melhoria da visão e prevenção da catarata. As antocianinas, também presentes no açaí, nas amoras, no mirtilo e na berinjela, previnem a degeneração celular.

Na hora da compra, prefira os pistaches com casca, sem sinais de mofo, umidade ou com danos causados por insetos. Assim, o risco de adquirir um pistache contaminado por aflatoxinas é menor. As aflatoxinas são substâncias produzidas por fungos, que contaminam os alimentos e aumentam o risco de câncer hepático.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Alimentos cancerígenos?

Muito se escreve sobre os alimentos com propriedades antiinflamatórios, antioxidantes e protetoras do DNA. Hoje vou falar dos alimentos ultra-processados que, ao contrário, aumentam o risco de desenvolvimento de câncer.

Alimentos tostados

Produtos de padaria, torradas, biscoitos e outros alimentos amiláceos douradinhos e submetidos a altas temperaturas são ricos em acrilamidas, um provável carcinógeno, de acordo com agências da Inglaterra e dos Estados Unidos. Anunciantes da TV também estão faturando alto convencendo um monte de gente a comprar máquinas que "fritam" a ar. Pois é... Dá-lhe acrilamida nas supostas batatas saudáveis, nuggets com menos gorduras, bolos e tortas. Cozinhe com menos calor. Sua saúde agradece! 

Tudo de arroz

Produtos industrializados são muito convenientes. Economizam tempo de preparo, estragam com menos facilidade. Mas vejo gente trocando todos os lanches por produtos a base de arroz, (bolachinhas de arroz, bolos de arroz, cookies de arroz, leite de arroz, papinhas para bebês) achando que são super saudáveis por não conterem glúten. Contudo, o arroz pode veicular altos níveis de arsênico, metal pesado associado a maior risco de câncer, doenças vasculares, hipertensão e diabetes tipo 2. Por isto, o ideal é não nos expormos demais. Vamos deixar o alimento apenas para as refeições principais. Além disso, antes de cozinhar lave o arroz abundantemente (5 a 6 lavadas). Cozinhe o alimento com bastante água (6 xícaras de água para cada xícara de arroz) para reduzir a quantidade de arsênico. Troque, em alguns dias da semana, o arroz pela quinoa ou pelo arroz falso de couve flor. 

  • ½ couve-flor
  • ½ xícara (chá) de cebola ralada
  • 1 dente de alho amassado
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • 1 colher (sopa) de salsinha picada

Lave a couve-flor em água fria e seque bem. Usando um ralador de queijo, rale a couve-flor no ralo grosso. Numa frigideira, refogue a cebola e o alho até que a cebola esteja transparente. Acrescente a couve-flor e deixe refogar por cerca de 5 minutos. Tempere com sal e pimenta. Polvilhe com salsinha e sirva em seguida.

Sorvete

Aditivos como o emulsificante polisorbato 80 e a carboximetilcelulose aumentam a inflamação intestinal, podendo acelerar o desenvolvimento de tumores (Viennois et al., 2016). Os emulsificantes atuam como detergentes. Quando chegam no intestino alteram a microbiota (flora) fazendo com que bactérias expressem mais flagelina e polissacarídeos, os quais ativam a expressão de genes que levam a resposta imune inflamatória. Por isto, sorvetes e outros alimentos industrializados como pizzas, burritos e opções de cadeias de fast-food acabam aumentando o risco de câncer.

Embalagens

Até as embalagens destes alimentos vem sendo investigadas. As mesmas veiculam altas quantidades de fluor, o que leva a alterações na imunidade. Em estudo publicado por Schaider e colaboradores (2017), o fluor foi identificado na embalagem de mais de 56% das embalagens de doces e pães analisadas. Para se expor menos dê preferência a alimentos frescos, evite o uso de embalagens plásticas, consuma menos pipoca de microondas (sim, as embalagens das pipocas não são nada legais!).

Carnes processadas

O processamento com nitratos e nitritos e a cocção a altas temperaturas aumentam o risco de vários tipos câncer. De acordo com a Organização Mundial de Saúde o consumo de 50g diários de carnes vermelhas ultraprocessadas (presente em 2 fatias de bacon grandes ou 3 fatias de salame ou 1 ½ fatia média de mortadela ou presunto) pode aumentar em 18% o risco para desenvolver câncer colorretal.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Remédios naturais para a tosse

Confesso que deveria ter comprado uns remedinhos pois peguei resfriado de uma amiga e fiquei tossindo umas duas semanas. Péssimo para quem dá tanta aula como eu. Mas como estava me sentindo bem optei pelas opções naturais de sempre. Passou mas ontem fui ao supermercado e vi um monte de gente tossindo. Segue então uma lista poderosa de compostos com propriedades antiinflamatórias e calmantes: 

Gengibre - Esta raiz nativa da Ásia possui propriedades antibacterianas. Compostos bioativos como o gingerol são responsáveis por seus efeitos antiinflamatórios. Chás com gengibre são ótimas opções para o alívio da mucosa do esôfago. 

Mel - Quase não uso pois raramente adoço algo mas existem evidências de que seus compostos bioativos reduzem o muco e a frequência da tosse (Oduwole et al., 2012). Recomendação: 1 a 2 colheres de sopa/dia.

Açafrão - um dos condimentos antiinflamatórios mais potentes (Tyagi et al., 2015). Ajuda a combater a dor. A curcumina possui propriedades antibacterianas e anticancerígenas. O uso de 1 colher de chá de açafrão por dia na comida, preferencialmente com pimenta é eficiente e fácil de ser conseguido. 

Suplementos probióticos - reduz infecções por bactérias patogênicas, trata a disbiose e reduz a inflamação (Foye et al., 2012).

N-acetil cisteína - suplemento antioxidante que contribui para a destoxificação, facilitando a expectoração. Muito usado em casos de bronquite e outras doenças respiratórias (Cazzola et al., 2015).

Água - descanso e hidratação são fundamentais para a recuperação. Falar menos, beber mais água, água de coco e chás antiinflamatórios ajuda também.

Vitamina D - estudos mostram uma relação entre a carência de vitamina D e infecções respiratórias. Apesar de vivermos em um país ensolarado estudos mostram que a dosagem de muita gente fica abaixo de 30 ng/mL, o que indica necessidade de suplementação (Nseir et al., 2012).

Se não houver melhoria procure um médico. Muitas doenças manifestam-se com tosse incluindo alergias, refluxo, sinusite, bronquite, asma, pneumonia, tuberculose, doença pulmonar obstrutiva crônica, insuficiência ventricular esquerda e câncer de pulmão. Na dúvida sempre busque ajuda. E claro, mantenha seus exames anuais em dia.

Benefícios do uso da páprica na alimentação

A páprica também conhecida como pimentão doce ou colorau é um condimento originário da América Central. Em geral, é utilizada em carnes, molhos, sopas e pães. À época de seu descobrimento (por volta do ano 1.400) não se imaginou que mais do que colorir os alimentos, a páprica também fornece proteção contra doenças inflamatórias, degenerativas e contra o câncer.

Um dos antioxidantes da páprica é o caroteno. Criptoxantina, luteína e zeaxantina também estão presentes. Estes pigmentos reduzem o estresse oxidativo, protegem as membranas celulares e combatem doenças como artrite, degeneração macular e diabetes (Yuan et al., 2016). São melhor absorvidos com gorduras. Por isto, coloque também um pouco de azeite ou óleo de coco em sua comida. A páprica também é fonte de capsaicina, ingrediente que reduz o risco de doenças autoimunes (Deng et al., 2016) e de câncer de estômago (Gomceli, Demiriz e Tez, 2012).

Uma colher de sopa de páprica fornece cerca de:

  • 20 Kcal
  • 3,8 g de carboidratos
  • 1 g de proteína
  • 0,9 g de gordura
  • 2,5 g de fibras
  • 3.560 UI de vitamina A (71% das necessidades diárias)
  • 0,3 mg de vitamina B6 (14% das necessidades diárias)
  • 2 mg de vitamina E (10% das necessidades diárias)
  • 1,6 mg de ferro (9% das necessidades diárias)
  • 4,8 mg de vitamina C (8% das necessidades diárias)
  • 5,4 mcg de vitamina K (7% das necessidades diárias)
  • 0,1 mg de riboflavina (7% das necessidades diárias)
  • 1 mg de niacina (5% das necessidades diárias)
  • 158 mg de potássio (5% das necessidades diárias)

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Conheça mais sobre soja, tomate, berinjela, brócolis, mel, açafrão, chá verde, maçã, mirtilo, açaí, dentre tantos outros alimentos. Conversaremos também sobre nutrientes e não nutrientes que podem ser destacados nos rótulos dos alimentos por seu potencial benefício à saúde, incluindo ácidos graxos, carotenóides, fibras e probióticos.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/