Para cada tipo de anemia, um tratamento diferente

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/
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Doenças hepáticas e anemia ferropriva

A anemia ferropriva é muito comum em pacientes com problemas no fígado, órgão que desempenha um papel importante no equilíbrio deste mineral. O fígado é, por exemplo, o principal órgão regulador da produção do hormônio hepcidina, que aumenta em condições de excesso de ferro, bem como durante a inflamação, bloqueando a absorção de ferro dos enterócitos. O papel da hepcidina nas doenças do fígado ainda está sob investigação, mas sua desregulação é provavelmente um dos fatores que contribuem para a anemia da doença hepática.

A hemólise (destruição das células vermelhas) também representa uma causa comum de anemia em pacientes com doenças do fígado, especialmente aquelas de causa alcoólica. Nas pessoas com hepatite C crónica, o tratamento padrão também pode causar anemia significativa, já que pode gerar toxicidade da medula óssea. Pessoas que abusam do álcool frequentemente tem uma dieta pobre em vitaminas e minerais (ferro, vitamina B9, vitamina B12, vitamina B6, vitamina C, vitamina E, magnésio) importantes para a produção de substâncias e células vermelhas.

Uma das principais e potencialmente tratáveis causas de anemia em pacientes com cirrose hepática é a perda de sangue aguda ou crônica. A hemorragia geralmente ocorre devido a complicações da doença como hipertensão portal, ruptura de varizes, gastropatia, úlceras pépticas. O fato de pacientes com doença hepática também apresentarem comprometimento da coagulação é um fator que contribui para a tendência ao sangramento.

Agora, mesmo pessoas sem doença hepática grave podem ter anemia e dificuldade de recuperar-se dela. Discuto mais neste vídeo:

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/
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Cuidados nutricionais para gestantes que fizeram cirurgia bariátrica

Aproximadamente 80% das cirurgias bariátricas realizadas são feitas em mulheres e em idade reprodutiva. A obesidade muitas vezes gera problemas na fertilidade, síndrome do ovário policísticos (Skubleny et al., 2016). A cirurgia teria como vantagens justamente o aumento da fertilidade, a redução do risco de diabetes gestacional e de complicações durante o parto. O risco para o bebê também é menor quando a mãe tem um peso saudável (Maggard et al., 2008).

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Após a cirurgia bariátrica há melhor controle da quantidade de açúcares e gorduras no sangue, diminuição de desordens hipertensivas, apneia do sono, asma, refluxo, dores, além de melhorar fatores que influenciam na fertilidade (Edson et al., 2016).

Apesar dos possíveis benefícios mulheres que engravidam após cirurgia bariátrica são consideradas de alto risco. Desenvolvem mais frequentemente hernias, obstrução intestinal, migração ou erosão da banda gástrica (se este foi o tipo de cirurgia realizado), colelitíase (pedras na vesícula), hiperêmese (vômitos intensos), anemia severa, deficiências de cálcio, folato, vitamina D e B12 e desnutrição energético-proteica (Harris & Barger, 2010).

Para o bebê existe maior risco de prematuridade e baixo peso ao nascer quando a mãe fez previamente cirurgia bariátrica (Roos et al., 2013; Carreau, 2017). Carências nutricionais podem gerar problemas na gestação e má-formações fetais. Como exemplos podemos citar:

  • Carência de B9: defeitos na formação do tubo neural e maior prevalência de espinha bífida;

  • Carência de vitamina A: microcefalia, hipotonia, restrição de crescimento intra-uterino, hipoplasia do nervo óptico, imunossupressão materna (aumenta o risco de infecção urinária e até maior transmissão do vírus HIV);

  • Deficiência de vitamina K: hemorragias intracranianas;

  • Deficiência de cálcio: hiperparatireoidismo secundário levando a perda óssea da gestante;

  • Deficiência de zinco: restrição do crescimento intra-uterino, má-formações congênitas;

  • Carência de vitamina B12: problemas neurológicos com atraso no desenvolvimento, menor produção de plaquetas, hemácias e leucócitos.

Assim, o acompanhamento nutricional torna-se ainda mais importante nestas gestantes. Consulte sempre um profissional qualificado!

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Um em cada quatro brasileiros sofre com anemia

Segundo o ministério da saúde, a anemia atinge 25% dos brasileiros. A deficiência de ferro é a causa mais comum de anemia nutricional, seguida da anemia megaloblástica por deficiência de ácido fólico. Apesar de serem mais comuns entre grupos populacionais de baixo poder aquisitivo, sua ocorrência também tem sido observada nas demais classes sociais.

Os principais sintomas da anemia ferropriva são:

  • Fadiga e desânimo

  • Cansaço aos esforços

  • Palidez da pele e mucosas

  • Tontura e sensação de desmaio

  • Dor de cabeça

  • Dor nas pernas

  • Queda de cabelo

  • Unhas fracas

  • Manchas brancas nas unhas

  • Falta de apetite

  • Aceleração dos batimentos cardíacos (taquicardia)

  • Dificuldade de concentração

  • Lapsos de memória

  • Redução do desejo sexual

  • Comprometimento do desenvolvimento infantil

O diagnóstico é feito a partir do exame de sangue. O médico ou o nutricionista solicitará minimamente o hemograma e a ferritina. A anemia tem cura e as medidas de prevenção e combate consistem em melhoria dos hábitos alimentares, controle de parasitoses, fortificação de alimentos, suplementação (sulfato ferroso, ferro quelado ou ferro polimaltosado) ou medicação (como combiron, ferronil, hemoenin, neutrofer, noripurum etc).

Quanto às práticas dietéticas procure incluir em sua dieta fontes de ferro como carnes (principalmente vermelhas), leguminosas diariamente (como feijão e lentilha), folhosos (couve, brócolis, agrião, espinafre), abóbora, beterraba, seguidas do consumo de 1 fruta cítrica ou meio copo de suco de fruta cítrica. Existem outros tipos de anemia que não resolvem-se com suplementação de ferro. Mais sobre este tema no vídeo.

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