Meninas que consomem mais frutas na adolescência possuem um menor risco de câncer de mama na fase adulta

Dois estudos publicados este ano mostram a importância dos bons hábitos alimentares ao longo da vida. O primeiro artigo mostra que o consumo de frutas na adolescência está associado a um risco 25% menor de câncer de mama. Já o consumo de sucos não teve o mesmo efeito positivo na redução da incidência da doença. Um dos motivos é o menor teor de fibras nos sucos em relação às frutas. As fibras melhoram o funcionamento a intestinal, tratam a disbiose (desequilíbrio entre bactérias boas e ruins no trato digestório) e reduzem a inflamação do organismo.

O segundo artigo mostrou que o aumento no consumo de álcool aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de mama em aproximadamente 30%. Apesar do consumo de álcool em pequena quantidade poder ter algum efeito protetor cardíaco, mulheres com histórico familiar de câncer de mama devem ser cautelosas.

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Conheça mais sobre soja, tomate, berinjela, brócolis, mel, açafrão, chá verde, maçã, mirtilo, açaí, dentre tantos outros alimentos. Conversaremos também sobre nutrientes e não nutrientes que podem ser destacados nos rótulos dos alimentos por seu potencial benefício à saúde, incluindo ácidos graxos, carotenóides, fibras e probióticos.

Referências:

  1. Maryam S Farvid, Wendy Y Chen, Karin B Michels, Eunyoung Cho, Walter C Willett, A Heather Eliassen. Fruit and vegetable consumption in adolescence and early adulthood and risk of breast cancer: population based cohort studyBMJ, 2016; i2343 DOI: 10.1136/bmj.i2343
  2. Marie K Dam, Ulla A Hvidtfeldt, Anne Tjønneland, Kim Overvad, Morten Grønbæk, Janne S Tolstrup. Five year change in alcohol intake and risk of breast cancer and coronary heart disease among postmenopausal women: prospective cohort studyBMJ, 2016; i2314 DOI: 10.1136/bmj.i2314
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Bebês de mulheres que fizeram cirurgia bariátrica na adolescência estão em maior risco de nascer com defeitos no tubo neural

Cientistas estão cada vez mais preocupados com um efeito adverso  da cirurgia bariátrica na adolescência. De acordo com as pesquisas a cirurgia resulta em má absorção tão severa de nutrientes, como o folato, que quando as garotas engravidam, em qualquer momento da vida, o risco de defeitos no tubo neural

dos bebês é enorme. A espinha bífida (quando a espinha fetal não se fecha completamente no primeiro mês de gravidez) e a anencefalia (quando grande parte do cérebro não se desenvolve) são os problemas mais comuns. 

Nos EUA já foram relatados 7 casos de defeitos do tubo neural nos bebês de mulheres que fizeram a cirurgia na adolescência. Desconheço os dados de acompanhamento destas pacientes no Brasil.

Enfim, a indicação cirúrgica deve ser sempre muito bem avaliada. Além disso, caso a cirurgia seja opção é muito importante que o paciente se comprometa com o tratamento nutricional e com a suplementação que deverá ser seguida por toda a vida. 

Estudo: Katrine M. Lofberg, Diana L. Farmer, Elizabeth A. Gress, Robert H. Lustig, and Melvin B. Heyman. "Neural Tube Defects: An Unforseen Consequence of Gastric Bypass Surgery in Young Female Patients?". American Academy of Pediatrics, National Conference and Exhibition, Sunday, 3 October 2010, Abstract No 11611.

Saiba mais ouvindo ao podcast 62 sobre cirurgia bariátrica

Leia mais sobre a importância dos nutrientes na gestação

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Adolescentes que dormem menos comem mais

Estudo publicado no dia 01/09/2010 no periódico Sleep mostrou que os adolescentes que dormem menos que 8 horas por noite consomem porções maiores de alimentos ricos em gorduras e açúcares, como salgadinhos, doces, biscoitos recheados, cookies... A preocupação é que este hábito aumente o percentual de jovens adultos com obesidade. A pesquisa mostrou na verdade o que muita gente, adolescente ou não - já que adultos também apresentam tais hábitos, fazem quando passa muitas horas à frente da TV ou do computador à noite. Outro probleminha é que quanto mais tempo passar com as luzes ligadas, ou de frente para a luminosidade do computador ou da TV, menos melatonina será produzida e provavelmente maior será a inflamação e a resistência à insulina, o que aumenta o risco de doenças como diabetes e dislipidemias.

Artigo: WEISS, A. et al. The association of sleep duration with adolescent´s fat and carbohydrate consumption. Sleep, v. 33, n. 9, p. 1201-1209. 2010. Disponível em: http://www.journalsleep.org/ViewAbstract.aspx?pid=27900

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Atividade física neutraliza gene da obesidade

A obesidade é uma desordem de origem multifatorial com componentes genéticos e ambientais fortemente envolvidos. O gene FTO  rs9939609 está associado ao ganho de peso, gordura corporal, maior IMC e circunferência da cintura. Cada cópia a mais do mesmo neste gene pode elevar o peso em até 1,5kg. Afim de averiguar o impacto da atividade física em indivíduos que possuíam o mesmo, foi realizada uma pesquisa com 752 adolescentes. Entre os mesmos 37% não possuíam o gene, 47% possuíam uma cópia do mesmo e 16% possuíam duas cópias. O interessante no estudo foi que os adolescentes que faziam pelo menos 1 hora de atividade física diária conseguiam manter o peso ou ganhavam quantidades muito pequenas, como se não tivessem nenhuma mutação genética, o que demonstra que o ambiente é fundamental para a saúde, mesmo quando a genética não favorece. Ou seja, nada de botar a culpa na herança genética. Está na hora de malhar!

Fonte: Jonatan R. Ruiz; Idoia Labayen; Francisco B. Ortega; Vanessa Legry; Luis A. Moreno; Jean Dallongeville; David Martinez-Gomez; Szilvia Bokor; Yannis Manios; Donatella Ciarapica; Frederic Gottrand; Stefaan De Henauw; Denes Molnar; Michael Sjostrom; Aline Meirhaeghe; for the HELENA Study Group. Attenuation of the Effect of the FTO rs9939609 Polymorphism on Total and Central Body Fat by Physical Activity in Adolescents: The HELENA Study. Arch Pediatr Adolesc Med, 2010; 164 (4): 328-333.

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