Hipovitaminose D em pacientes com traumas ortopédicos

Estudo apresentado no encontro anual da academia americana de cirurgiões ortopédicos, mostrou que 77% dos pacientes que sofreram algum tipo de trauma apresentam algum grau de deficiência de vitamina D.

A vitamina D tem como função principal a manutenção de níveis adequados de cálcio e fósforo, nutrientes essenciais à função óssea e neuromuscular. Além disso, existem receptores específicos para a 1,25-diidroxivitamina D (forma ativa), em células de inúmeros tecidos, o que faz com que a vitamina se torne importante para a modulação do crescimento celular, função imune e redução da inflamação. A vitamina D pode ser sintetizada na pele por meio da ação dos raios ultravioletas. Já os alimentos são pobres em vitamina D, por isto para os que nunca se expõe ao sol ou que só saem de casa cobertos por protetor solar a suplementação é indicada afim de prevenir problemas como artrite reumatóide, alguns tipos de câncer (cólon, próstata e mama) e até o diabetes gestacional.

A melhor forma de dosar as concentrações de  25(OH)D é no soro. Valores menores que 12 ng/ml indicam deficiência de vitamina D e maior risco de osteomalácia em adultos e raquitismo em crianças. Valores entre 12 e 20 ng/ml são considerados inadequados para crescimento normal e manutenção de ossos saudáveis. O ideal são concentrações entre 20 e 50 ng/ml.

Na pesquisa, foram analisados dados de prontuário de 1.830 adultos. Os pontos de corte utilizados na pesquisa foram diferenciados: os pacientes com níveis menores que 20 ng/mL foram categorizados como deficientes, aqueles com níveis de vitamina D entre 20 e 32 ng/mL, como "insuficientes" e níveis entre 40 e 70 ng/mL foram considerados adequados e "saudáveis".

Trinta e nove por centos dos pacientes, de acordo com tal classificação, foram considerados como tendo hipovitaminose D, enquanto 38,4% dos mesmos apresentavam níveis insuficientes do nutriente. Destes, os pacientes na faixa etária entre 18 e 25 anos foram os que tiveram os níveis mais baixos de vitamina D plasmática.

Estudos do mundo inteiro, vem mostrando que a hipovitaminose D vem se tornando cada vez mais comum, o que aumenta a incidência de fraturas de difícil recuperação. É por isto que vários estudiosos defendem a dosagem da vitamina D nos exames anuais de rotina, afim de se estabelecer a necessidade de suplementação precoce. Converse com seu nutricionista!

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Baixo consumo calórico na gestação prejudica o desenvolvimento cerebral do bebê

Estudo publicado no journal Proceedings of the National Academy of Sciences mostrou que mães com dietas com baixas calorias correm maior risco de ter bebês com problemas comportamentais e baixo QI. O problema é que quando não chegam alimentos em quantidade suficiente no bebê, principalmente no início da gestação, há menor formação de conexões neurais no feto. O efeito parece ser ainda pior em adolescentes grávidas - que ainda estão em fase de crescimento - e gestantes mais velhas, cuja placenta é menos eficiente no fornecimento de nutrientes para o bebê. O ideal, portanto é que as mulheres preparem-se para engravidar, consumindo uma dieta variada, rica em frutas e verduras e com calorias suficientes. Além disso o pré-natal é fundamental afim de que o ganho de peso gestacional e o estado de saúde da mãe e do bebê sejam acompanhados.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/
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Mirtilo protege contra hipertensão

O mirtilo (em inglês blueberry) é um fruto rico em antocianinas, nativo da américa do norte. De acordo com estudo publicado em 2010 no American Journal of Clinical Nutritionindivíduos com dieta mais rica neste fruto tem menor risco de desenvolver hipertensão, a qual é fator de risco para infartos e derrames. Para quem mora no Brasil achar mirtilos não é fácil - nem barato - mas existem outros vegetais ricos em antocianinas como amoras, morangos, ameixas, repolho, cebola vermelha e toranja.

Outros flavonóides também podem ser encontrados nos chás, em sucos de frutas, chocolate com alto teor de cacau e vinho tinto.

Outro estudo (este de 2011) mostrou que mais importante do que comer uma grande quantidade de uma única fruta (como o mirtilo), é variar bastante o cardápio. E continua valendo a máxima: quanto mais colorido o prato, melhor. No estudo, a variedade, e não a quantidade estavam associados a menores valores de proteína C-reativa (um marcador inflamatório).

Para ler o artigo: http://www.ajcn.org/content/93/1/37.abstract?sid=fd7191dc-d04c-4c80-9011-ae06c7d2d9f1

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/
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Carotenóides tornam a pele mais bonita e saudável

Pesquisa publicada este ano no Journal Evolution and Human Behaviour sugere que o consumo de vegetais dá a pele uma coloração até mais saudável e bonita do que os banhos de sol, especialmente se os alimentos forem ricos em carotenóides como as cenouras e os tomates. Os carotenóides conseguem dar a pele uma coloração dourada. Além disso estas substâncias conseguem contrabalancear o estresse oxidativo, o que mantém as células jovens e saudáveis por mais tempo.

Em um estudo quando pessoas precisaram avaliar os rostos que consideravam mais atrativos as pessoas apontavam - sem saber - para aqueles indivíduos que consumiam mais vegetais (e que por isto deveriam parecer mais saudáveis) ao invés de apontarem para os bronzeados pelo sol.

Para saber mais sobre o artigo e suas outras considerações inclusive no campo da evolução:

Ian D. Stephen, Vinet Coetzee, David I. Perrett. Carotenoid and melanin pigment coloration affect perceived human health. Evolution and Human Behavior, 2010.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/
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