Medicamentos para inibir a acidez estomacal aumentam o risco de doenças do coração e demência

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Propagandas na TV levam a crer que ao comer demais, uma pessoa deveria automaticamente ir à farmácia e comprar um medicamento para reduzir o desconforto. Grande parte destes remédios são inibidores da bomba de prótons (IBPs), drogas que reduzem a acidez estomacal. Nomes comuns incluem: omeprazol, lansoprazol, pantoprazol, rabeprazol, esomeprazol, dexlansoprazol.

Contudo, nenhum medicamento deveria ser usado sem orientação médica. No caso dos IBPs estudos associam seu uso regular e prolongado ao aumento do risco de demência, doença cardiovascular e insuficiência renal. O que acontece é que quando os vasos sanguíneos são expostos por longos períodos a estes medicamentos começam a acumular compostos tóxicos. Com isso, acelera-se o envelhecimento de vasos que gera o envelhecimento precoce dos mesmos. IBPs também reduzem a quantidade de óxido nítrico nas células. Esta substância é responsável pelo relaxamento dos vasos. Sem óxido nítrico a pressão arterial aumenta.

Azia e refluxo devem ser controlados com dieta adequada (leia mais nos textos anteriores, clicando logo abaixo). IBPs não são protetores, são medicamentos e podem aumentar também o risco de infecções por bactérias como Clostridium difficile, Salmonella e Campylobacter. Isto acontece pois a diminuição da acidez gástrica facilita a proliferação destes microorganismos.

Outros efeitos adversos dos IBPs incluem:

  • Risco de fraturas ósseas (quadril, punho, coluna). O mesmo acontece pois os inibidores de acidez reduzem também a absorção de minerais como cálcio e magnésio;

  • Cansaço e depressão. Isto ocorre pois a baixa acidez diminui a absorção da vitamina B12, fundamental para várias reações no corpo como o amadurecimento das células sanguíneas, a metilação do DNA e a restauração de lesões neurológicas;

  • Maior incidência de Lúpus eritematoso cutâneo, nefrite e pólipos benígnos no estômago.

Mesmo no tratamento de úlceras não costumam ser indicadas dosagens acima de 8 semanas. Antes de usar qualquer medicamento converse primeiro com seu médico.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar esta página!